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22 de abril, de 2026 | 17:00

Servidores rejeitam proposta e mantêm greve em Timóteo

Arquivo Diário do Aço
O movimento grevista tem como principal reivindicação o reajuste salarial, com ênfase na situação de servidores que recebem abaixo do salário mínimoO movimento grevista tem como principal reivindicação o reajuste salarial, com ênfase na situação de servidores que recebem abaixo do salário mínimo
Por Matheus Valadares
Servidores públicos municipais de Timóteo decidiram, na tarde desta quarta-feira (22), dar continuidade ao movimento grevista anunciado na última semana e iniciado por volta das 6h do primeiro dia útil após o feriado de Tiradentes.

A administração de Timóteo se reuniu com diretores do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Timóteo (Sinsep) por volta das 12h desta quarta, em uma negociação que durou mais de três horas.

Conforme a entidade sindical, a proposta tinha a equiparação com o salário mínimo para quem recebe menos que este valor atualmente e o aumento do vale-alimentação de forma escalonada, entre R$ 530, R$ 540 e R$ 550.

A expectativa é que a mobilização permaneça em frente à prefeitura no decorrer desta quinta-feira (23).

Mobilização forte


Ao som de hits de Raul Seixas, Plebe Rude, Legião Urbana e Geraldo Vandré, os servidores de Timóteo começaram a greve nesta quarta-feira com uma grande mobilização, com a adesão de centenas de trabalhadores.

A paralisação tem como principal reivindicação o reajuste salarial, com ênfase na situação de servidores que recebem abaixo do salário mínimo. Segundo o sindicato, cerca de 630 trabalhadores estariam nessa condição.

Ainda conforme o sindicato, a paralisação atinge diversos setores da administração municipal, dentre eles escolas, obras, farmácias e unidades de saúde. O Hospital e Maternidade Vital Brazil e a UPA de Timóteo mantêm o funcionamento normal.

Justiça mantém greve


A paralisação foi mantida após decisão judicial que negou pedido da Prefeitura de Timóteo para suspender o movimento. A desembargadora Alice de Souza Birchal, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), indeferiu a solicitação de antecipação de tutela apresentada pelo município.

Na decisão, a magistrada considerou que, em análise preliminar, não há elementos suficientes para declarar a ilegalidade da greve. Foram levados em conta a comunicação prévia por parte do sindicato, o cumprimento do prazo mínimo de 72 horas e a previsão de manutenção de serviços essenciais.

O despacho também aponta que não foi comprovado prejuízo concreto à prestação dos serviços públicos que justificasse intervenção imediata do Judiciário. Apesar disso, o caso ainda pode ser reavaliado ao longo da tramitação.

O que diz o governo


O Executivo argumenta que enfrenta queda de receitas, especialmente nas transferências de ICMS, e que alterações na base salarial exigem estudos técnicos devido ao impacto nas contas públicas.

O governo sustenta que mantém diálogo com o sindicato e defende que a proposta representa o maior esforço recente de valorização do funcionalismo.

A administração ainda afirmou que não vê justificativa para a paralisação na educação e fez apelo pela retomada das aulas, destacando impactos para alunos em fase de alfabetização.

Já publicado:
Servidores de Timóteo entram em greve nesta quarta-feira por reajuste salarial
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