24 de abril, de 2026 | 16:42

Governo de Ipatinga analisa paralisação de servidores e busca alternativas para serviços

Débora Anício
Administração diz que avalia as medidas cabíveis, dentro dos limites legais e orçamentáriosAdministração diz que avalia as medidas cabíveis, dentro dos limites legais e orçamentários
Por Matheus Valadares
A administração municipal de Ipatinga confirmou que recebeu o ofício do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sintserpi) comunicando a deflagração de greve por parte da categoria a partir da próxima segunda-feira (27).

Em nota enviada ao Diário do Aço nesta sexta-feira (24), o governo pontuou que está analisando, “com atenção e senso de urgência”, os pontos apresentados pelo sindicato que motivaram a decisão pela paralisação.

“Neste momento, as equipes técnicas avaliam as medidas cabíveis, dentro dos limites legais e orçamentários, com o objetivo de buscar alternativas que contribuam para o atendimento das demandas, sem prejuízo à continuidade dos serviços essenciais prestados à população”, afirmou a nota.

A equipe do Executivo garante que permanece aberta ao diálogo, “de forma transparente e responsável, visando a construção de soluções que garantam o bom funcionamento da administração pública e a adequada prestação dos serviços à comunidade”.

Por que greve?


A greve foi definida em assembleia da categoria na quarta-feira (22), após impasse nas negociações com a administração municipal.

De acordo com a entidade, a decisão ocorre diante da falta de avanço nas tratativas. A categoria também aponta atrasos recorrentes nos pagamentos de profissionais médicos, condições de trabalho consideradas precárias em unidades públicas e denúncias de assédio moral no ambiente de trabalho.

Outro ponto destacado é o aumento de afastamentos por adoecimento, associado à sobrecarga e às condições de trabalho. Os servidores ainda citam a falta de implantação de proposta alternativa para cargos administrativos e o pagamento parcial do Incentivo Financeiro Adicional (IFA) para agentes de combate a endemias e agentes comunitários de saúde, em desacordo com legislação municipal.

Além disso, os trabalhadores afirmam que os índices de reajuste salarial apresentados não garantem a recomposição das perdas acumuladas.
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