25 de abril, de 2026 | 10:11
Golpe de venda de veículo termina com prejuízo de R$ 17 mil em Ipatinga
Um caso de estelionato consumado foi registrado após negociação de compra de veículo no bairro Chácaras Oliveiras, em Ipatinga. O fato foi registrado na sexta-feira (24).
A vítima, de 60 anos, relatou que iniciou negociação no dia anterior com um homem que se identificou como Ricardo, por meio do WhatsApp. Após combinar de ver o veículo, ele se deslocou até a loja de G.S.S., 31 anos, onde o carro foi apresentado. Segundo a vítima, ele informou à mulher que estava no local para ver o veículo que seria vendido pelo irmão dela, identificado como Ricardo.
Após o contato inicial, a vítima retornou a ligação para o suposto vendedor e acertou o pagamento de R$ 17 mil pelo veículo. Em seguida, voltou à loja e combinou de encontrar G.S.S. em um cartório, enquanto ela providenciava a impressão do recibo.
Depois de assinarem e reconhecerem firma no cartório, G.S.S., que mantinha contato constante com o autor, repassou duas chaves Pix, alegando serem do irmão e do filho dele. A vítima conseguiu transferir R$ 6 mil via Pix para uma conta da Nu Pagamentos, ficando combinado o pagamento do restante no dia seguinte.
Na manhã seguinte, o autor voltou a entrar em contato e convenceu a vítima a enviar o restante do valor. A vítima foi até a Caixa Econômica Federal e realizou nova transferência, desta vez de R$ 11 mil via Pix para outra pessoa.
Após concluir o pagamento, a vítima foi buscar o veículo, momento em que constatou o golpe. Segundo ele, a fraude não teria sido concretizada sem a colaboração de G.S.S.
Em conversa, G.S.S. relatou que também foi contatada pelo suposto golpista na quarta-feira, quando ele afirmou ter um cliente interessado no carro dela. Segundo a mulher, o homem orientou que ela evitasse conversar muito com o comprador e não discutisse valores, alegando que isso poderia atrapalhar a negociação.
Ela afirmou que apresentou o veículo à vítima e, em seguida, recebeu ligação do autor informando que o interessado havia aprovado a compra. Nesse momento, disse ter informado que o veículo seria de seu irmão, embora ainda não estivesse no nome dele.
Após novo contato, G.S.S. forneceu seus dados e o documento do veículo ao golpista, que afirmou ter um irmão no Detran e que cuidaria da documentação. Ele então produziu um recibo de venda em nome dela. A mulher disse que não possui conhecimento técnico sobre o assunto e acreditou se tratar de um documento legítimo, tendo impresso o material e levado ao cartório junto com a vítima, onde o documento foi autenticado, apesar de não ter validade.
Segundo G.S.S., o golpe só foi percebido quando ela retornou para transferir o veículo para a vítima e foi alertada pelo irmão sobre o pagamento. Após isso, não conseguiu mais contato com o autor e confirmou a fraude.
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