06 de maio, de 2026 | 14:22
Negócio com dona do EPA e Mineirão pode expandir Supermercados BH no Vale do Aço
Matheus Valadares
Supermercados BH chegou à região em maio do ano passado e pode expandir atuação em 2026
Por Matheus Valadares
Supermercados BH chegou à região em maio do ano passado e pode expandir atuação em 2026A rede Supermercados BH firmou acordo com a DMA Distribuidora para integrar operações em quatro estados. A DMA é responsável pelas marcas EPA e Mineirão Atacarejo. O valor da transação não foi divulgado.
Com a negociação, o Supermercados BH pode expandir sua atuação no Vale do Aço. Atualmente, a marca conta com seis lojas na região: três em Ipatinga (Centro, Bethânia e Caravelas), duas em Timóteo (São José e Centro), e uma em Coronel Fabriciano (Melo Viana).
Já o Mineirão Atacarejo detém duas unidades na região: no bairro Horto, em Ipatinga, e no Centro de Coronel Fabriciano. Com isso, a rede do dono do Cruzeiro pode chegar a oito lojas logo após um ano de sua chegada ao Vale do Aço.
A negociação, oficializada no dia 28/4, envolve unidades em Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e Pernambuco. A conclusão do negócio depende de aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do cumprimento de condições previstas no acordo.
Expansão
Com a união, a expectativa é que o grupo alcance cerca de 600 lojas no país, além de centros de distribuição e postos de combustíveis. Em nota, o Supermercados BH informou que a iniciativa busca ampliar escala, melhorar a eficiência operacional e reforçar a capacidade de atendimento ao consumidor.
O movimento ocorre em um momento de crescimento da rede mineira. Segundo o ranking da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) de 2026, o Supermercados BH ocupa a quarta posição entre as maiores redes do país, com faturamento de R$ 25,7 bilhões.
No setor, as margens de lucro costumam ser reduzidas. Com base em resultados de empresas comparáveis, analistas projetam que a rede mineira pode alcançar lucro anual próximo de R$ 800 milhões, considerando margem na faixa de 3%.
A integração com a DMA tende a elevar a receita conjunta para cerca de R$ 35 bilhões, o que pode alterar a posição do grupo no ranking nacional do varejo alimentar.
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