08 de maio, de 2026 | 12:34

Operação da PC e PRF prende padrasto acusado de homicídio em Coronel Fabriciano no ano de 2018

Divulgação Polícia Civil
A operação conjunta da PC e da PRF possibilitou a localização do idoso que estava com mandado de prisãoA operação conjunta da PC e da PRF possibilitou a localização do idoso que estava com mandado de prisão

Uma operação conjunta entre a Polícia Civil de Minas Gerais e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) resultou na prisão de um homem de 64 anos acusado de homicídio qualificado ocorrido em Coronel Fabriciano, no ano de 2018. A vítima naquele ano foi o enteado de 38 anos, morto com um tiro de espingarda.

A captura de Orosimo de Moura Leal ocorreu na manhã desta sexta-feira, por volta das 9h, na cidade-satélite de Santa Maria, no Distrito Federal. Segundo as forças de segurança, o investigado foi localizado enquanto conduzia um veículo Mercedes-Benz C200 K.

Conforme a Polícia Civil, a prisão foi possível por meio do monitoramento do automóvel utilizado pelo acusado. As investigações apontaram que ele estava na região Centro-Oeste do país. Com a troca de informações entre as instituições, os agentes conseguiram identificar a localização exata do foragido e cumprir o mandado de prisão preventiva expedido pela Vara Criminal da Comarca de Coronel Fabriciano.

A decisão judicial foi assinada no último dia 4 de maio. De acordo com o processo, a prisão preventiva foi decretada em razão do descumprimento de medidas cautelares, da dificuldade de localização do réu e do não comparecimento dele à sessão do Tribunal do Júri marcada para o dia 28 de abril. O júri foi remarcado para o dia 14 de julho de 2026.

O acusado, Orosimo de Moura, responde pela morte do enteado Ivan Ignacio Vieira da Silva, de 38 anos, crime ocorrido em 31 de maio de 2018, em Coronel Fabriciano. Conforme a denúncia do Ministério Público, o crime teve início em um sítio localizado no distrito de Cachoeira do Vale, em Timóteo, onde familiares participavam de uma confraternização.

Desentendimento familiar resultou no atentado

Segundo as investigações, houve um desentendimento envolvendo suspeitas de traição e questões financeiras entre o acusado e a vítima. A acusação sustenta que, depois da discussão, Orosimo deixou o local, foi até a residência dele em Coronel Fabriciano, pegou uma arma de fogo e aguardou a chegada de Ivan.

Ainda conforme o Ministério Público, a vítima foi surpreendida ao chegar ao imóvel, localizado no bairro Nossa Senhora do Carmo, sem possibilidade de defesa. O disparo atingiu o peito de Ivan Ignacio Vieira. A mãe da vítima chegou a presenciar o crime, na frente das filhas de Ivan.

Na época do crime, o caso teve grande repercussão no Vale do Aço. Ivan chegou a ser socorrido em estado grave ao Hospital, mas morreu no dia seguinte em decorrência do ferimento. O acusado se apresentou à Polícia Militar logo depois do crime e entregou uma espingarda calibre 32 usada no atentado.

As investigações também apontaram que o acusado teria esperado a chegada da vítima na residência e efetuado o disparo de surpresa. O Ministério Público denunciou Orosimo de Moura Leal por homicídio qualificado por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.

A Polícia Civil e a Polícia Rodoviária Federal destacaram que a atuação integrada entre as forças de segurança foi fundamental para a localização e prisão do acusado, reforçando o compromisso das instituições com o cumprimento das decisões judiciais e o combate à criminalidade.
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