18 de maio, de 2026 | 18:00

De passarim, encontros e lambança!

Nena de Castro*

Dia, meus cinco leitores, os mais lindos e inteligentes do mundo! Estou na janela do quarto espiando os passarim comendo a canjiquinha que ponho perdopé de jabuticaba. Trem mais lindo, tem sabiá, rolinha, um canário marelim, um passarim pretim pequeno e claro, pardais atrevidos que enchem o papo! E aqui fica uma Bugra boba, rindo sozinha, de volta ao “quintal maior que o mundo” da minha infância! Bão, num é novidade pra ninguém que saio pouco, gosmemo é de ficá em casa lendo, escrevendo, cozinhando, conversando com meu caõzim cego dum olho, o Kim, caramelo de alta classe e cheio de sabedoria! Agora, se for evento literário ou pra contar História, é comigo mezz! Então, no sábado marquei presença na Feijoada da OAB no Ipê, reencontrei meus pares e vi muita gente nova, o veterano advogado e amigo Adélio Duarte me convidou e intimou, e foi bão demais!

De lá “fumo” pro Parque Ipanema, comemorar o aniversário do filhão, foi no princípio do mês, mas pra nós todo dia é dia e vi com muita ternura alguns representantes da turma do Imbaúbas denominada ”Muiézada” que cresceram juntos e juntos permanecem, agora com as esposas e filharada, trem mais lindo! Mudando de drone pra míssil, tô preocupada com os filmes do celular do Vorcaro! Eu estive nas festinhas nos iates, e se tô nas filmagens? Vai que a PF me vê lá e me intima, já tenho o problema de ter lavado dinheiro e de gostar de semear coisas por aí...Calma pessoal, eu não estava na esbórnia e sim cozinhando nas festinhas, sou chef de cuisine mineira e fiz vaca atolada, canjiquinha com costela, tutu com couve e francoquiabo pro pessoal, agora se eles comeram outras coisas ieu num vi, tava trabaiando; quanto à lavagem de dinheiro , eu coloquei inadvertidamente uma nota de 5 reais e uma de 10 e meu cartão de dívidas na máquina, estava tudo no bolso do jeans. E as sementes são de mamão e laranja que junto e saio jogando por aí, é isso! Humpf!

Outra vez mudando de cerca pra chuchu, queria que o eminente dr. Sigmund “Fróid” fosse vivo mode expricá pra gente a lambança que é a política brasileira! Lambança vem do banto “N’ambanza”. Quando sucedia de um escravo conseguir fugir e de sacanagem se entregar a outro senhor, geralmente inimigo do verdadeiro dono, os escravos da nova casa gritavam ao que chegava, “n’ambanza” ou seja, você está em casa! Já o perdedor referia-se ao fujão “como aquele que fez lambança”, coisa feia, sujeira, traição. Posé exatamente o que fazem os políticos do patropi, é tanta corrupção, tanto desvio do nosso dinheiro, tanto roubo em plena luz do dia, tanto festim às nossas custas, enquanto patinamos no lamaçal e a violência nos engole, e às vezes nem sabemos pra onde caminhar! E as eleições vêm aí! Cuidado! Escói direitinho, cumpadi, cumadi e meus jovens senão passaremos de N’ambanza para lambança e de cabeça para baixo! E nada mais digo, a não ser: afeeeeee!

* Escritora e Encantadora de Histórias.
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