19 de maio, de 2026 | 07:49

Homem é preso acusado de matar jovem e ocultar corpo em rio na zona rural de Naque

Preso, homem de 38 anos confessou o crime à Polícia Militar após ser confrontado com imagens que mostravam a vítima sendo arrastada; corpo foi localizado no Rio Santo Antônio

Reprodução
Tauane Vitória Viana de Oliveira tinha 20 anos Tauane Vitória Viana de Oliveira tinha 20 anos

Com atualização de dados às 12h
Um indivíduo 38 anos foi preso acusado de praticar feminicídio na zona rural de Naque. O crime foi registrado na segunda-feira (18), em um sítio localizado na estrada de acesso entre Naque o distrito de Naquinho. A vítima foi identificada oficialmente pela Polícia Civil no Posto Médico-Legal como Tauane Vitória Viana de Oliveira, de 20 anos.

Conforme apurado pela reportagem do Diário do Aço, equipes da Polícia Militar receberam informações repassadas por militares da Polícia Militar de Meio Ambiente, de Governador Valadares, dando conta que um possível feminicídio teria ocorrido em uma propriedade rural, onde Alexandre Junior Correa Teixeira, de 38 anos, residia com a vítima.

As imagens encaminhadas aos militares mostravam uma mulher aparentemente desacordada sendo arrastada pelo investigado em direção às margens do rio Santo Antônio. As informações apontavam ainda que o suspeito atuava como caseiro do imóvel e estaria armado.

Diante da gravidade da denúncia, equipes policiais de Naque, Belo Oriente e Açucena foram mobilizadas e conseguiram identificar a propriedade rural por meio das imagens recebidas.

Confissão após confronto com imagens

Ao chegarem ao local, os militares fizeram um cerco tático e chamaram pelo morador da propriedade, que se apresentou às equipes e foi identificado. Inicialmente, o indivíduo negou os fatos, porém, após ser confrontado com as imagens que o mostravam arrastando a vítima, confessou o crime aos policiais.

Durante as diligências, o preso informou possuir uma arma de fogo na residência. Em buscas no imóvel, os militares localizaram uma pistola Taurus de calibre 9 milímetros municiada e pronta para uso, com uma munição na câmara e outras 13 no carregador. Também foram encontrados cartuchos deflagrados do mesmo calibre.

Ainda conforme a ocorrência policial, munições deflagradas foram encontradas na bolsa da vítima, junto ao telefone celular dela. Sobre a cama, os policiais localizaram uma porção de substância semelhante à maconha.

Em relato aos policiais, o homem afirmou que conhecia a vítima havia aproximadamente dois meses e que ambos moravam no imóvel. Segundo a versão apresentada por ele, os dois participaram de uma confraternização na residência e iniciaram uma discussão após a jovem filmar disparos de arma de fogo efetuados por ele nos fundos da propriedade. O investigado alegou ainda que Tauane ameaçava divulgar as imagens dos disparos.

Corpo foi preso em blocos de concreto no leito do rio

Segundo a confissão feita aos policiais militares, o indivíduo afirmou que imobilizou a vítima utilizando um golpe conhecido como “mata-leão”, mantendo a pressão até que ela perdesse a consciência. Posteriormente, ao perceber que a jovem estava morta, colocou o corpo em um carrinho de mão e o transportou até as margens do Rio Santo Antônio.

Ainda de acordo com o relato, o investigado utilizou blocos de concreto, cordas e arames para prender o corpo da vítima no leito do rio, com o objetivo de impedir que ele fosse levado pela correnteza. Após ocultar o cadáver, retornou à residência, trocou de roupa e permaneceu no imóvel até a chegada das equipes policiais.

A perícia técnica da Polícia Civil compareceu ao local e fez os trabalhos de praxe. O Corpo de Bombeiros Militar foi acionado e conseguiu localizar e resgatar o corpo da vítima no rio.

O homem apresentava lesão em um dos dedos da mão direita e escoriações no pescoço, compatíveis com sinais de luta corporal. Ele foi encaminhado para atendimento médico antes de ser conduzido à Delegacia de Polícia Civil.

Foram apreendidos uma pistola calibre 9 milímetros, 14 cartuchos intactos do mesmo calibre, 11 cartuchos deflagrados, um carregador de munição para pistola, uma porção de maconha e um telefone celular.

Histórico de vulnerabilidade da vítima

O capitão Paulo Ferreira lamentou o crime, diante do caso descoberto. “Primeiramente, a Polícia Militar lamenta esse fato. É um fato triste, uma moça jovem que perdeu a vida”, comentou o oficial, em entrevista ao Diário do Aço.

Ainda conforme o militar, o assassino e a vítima estavam ingerindo bebida alcoólica com outras pessoas desde o dia 17 e já vinham se desentendendo. No dia seguinte, por volta do meio-dia, a discussão evoluiu para agressões físicas.

“O atrito aumentou e, segundo ele, houve um mata-leão que acabou estrangulando a vítima”, explicou o capitão Paulo Ferreira, frisando que o homem levou o corpo até a margem do rio Santo Antônio. “Conforme a confissão, ele amarrou pedaços de concreto ao cadáver utilizando uma corda para ancorar o corpo, amarrado numa raiz de árvore.”

Ainda segundo os levantamentos da PM, Alexandre tem antecedentes relacionados à violência doméstica. Conforme o capitão, há um registro anterior em que ele teria tentado estrangular a ex-companheira, da mesma maneira que fez com a namorada.

A PM também revelou que a vítima vivia em situação de vulnerabilidade social e já havia passado por abrigos no município de Naque. “A vítima tinha um histórico de vulnerabilidade, e ele acabou se aproveitando dessa situação para cometer esse crime bárbaro”, concluiu o capitão.
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Comentários

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Gomes

19 de maio, 2026 | 13:38

“Da mata leão nos presos agora? Covarde porque não fez o mesmo com os policiais? Atacar mulher é tudo desigual, na cadeia a conversa vai mudar de rumo lá vai encontrar de tudo kkkkkkk.”

Pinguim do Nada

19 de maio, 2026 | 12:23

“Num caso deste, teria que ter pena de morte, pq duvido que tivesse pena de morte ele teria matado ela.”

Bruno

19 de maio, 2026 | 11:38

“Monstro”

Stop

19 de maio, 2026 | 11:07

“Uma pena para quem prática um crime desse de 30 anos é pouco
um individuo preso custa em média 40Mil por ano para a população
As vezes uma pena capital pode ser o caminho”

Analista

19 de maio, 2026 | 10:37

“Devido as leis do Brasil é só mais uma que virou estampa de camiseta estatística neste país a lei deu poder para as mulheres então tem mulher boa mais tem mulheres que também não valem nada como tem homens bons e ruins também aí fica nessa aí é homen matando mulher e mulher mata do homens e por aí vai o Brasil é um país de leis fracas só consta no papel mas não faz valer o rigor da lei a pena de morte aqui neste país ou prisão perpétua já era para existir a décadas mas como quem faz as leis são geralmente quem comete os crimes mais absurdos do país eles não aceitam leis assim porque aí seria por o seu próprio pescoço na corda e aí vai ficando todas estas barbárie que são assassinatos, Martes nas costas, tráfico de drogas, entre outros crimes as leis que no Brasil só existem no papel que não tem efeito nenhum fila que segue quem será a próxima vítima.”

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