19 de maio, de 2026 | 14:19

Timóteo promove roda de conversa sobre saúde mental e luta antimanicomial

Divulgação
A iniciativa busca reforçar que o cuidado em saúde mental deve ocorrer de forma humanizada, em liberdadeA iniciativa busca reforçar que o cuidado em saúde mental deve ocorrer de forma humanizada, em liberdade

O município de Timóteo se une às mobilizações nacionais em defesa da saúde mental e dos direitos das pessoas em sofrimento psíquico. Em alusão ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial, celebrado em 18 de maio, o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS II) promoverá, nesta quinta-feira (21), uma roda de conversa e um café da manhã com usuários, familiares e comunidade. As informações foram divulgadas pela administração municipal.

O encontro será na avenida Jovino Augusto da Silva, nº 348, bairro Bromélias, e contará com a participação do psiquiatra Dr. Juliano de Menezes.

A iniciativa busca reforçar que o cuidado em saúde mental deve ocorrer de forma humanizada, em liberdade, com respeito à dignidade, aos vínculos familiares e à inclusão social. O evento será um espaço de acolhimento, escuta e reflexão, reafirmando que o isolamento é uma forma de violência e que o tratamento deve priorizar a autonomia dos indivíduos.

Avanços da Reforma Psiquiátrica


A Lei nº 10.216/2001, conhecida como Lei da Reforma Psiquiátrica, garantiu a proteção e os direitos das pessoas com transtornos mentais, substituindo o modelo de internação em manicômios por uma rede comunitária de cuidados. Essa rede inclui a atenção básica, os CAPS e os serviços hospitalares, promovendo acompanhamento contínuo e integrado.

O psicólogo Caio César Caetano Nascimento, coordenador da Saúde Mental de Timóteo, destaca a importância da reorganização do CAPS II. “Neste mês em que lembramos a luta antimanicomial, o CAPS de Timóteo reforça seu papel dentro da rede de atenção psicossocial. Estamos de portas abertas para acolher e atender a população conforme a necessidade de cada usuário, garantindo um cuidado cada vez mais organizado, acolhedor, humanizado e resolutivo. Mais do que um evento, será um momento de aproximação, orientação e fortalecimento do cuidado, mostrando que a saúde mental também se faz com escuta, vínculo, acolhimento e construção de autonomia.”
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