21 de maio, de 2026 | 07:33
Homem é denunciado por feminicídio e intimidação de testemunhas em caso de jovem desaparecida em Mesquita
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria de Justiça de Mesquita, no Colar Metropolitano do Vale do Aço, ofereceu denúncia contra Rafael Fernandes da Rocha, de 36 anos, acusado do feminicídio de sua ex-companheira, Maria Eduarda Avelino da Silva, de 19 anos, desaparecida desde 2017. O corpo da jovem nunca foi encontrado.
Um segundo indivíduo, de 55 anos, também foi denunciado por intimidar testemunhas e agentes públicos para dificultar o trabalho da Polícia Civil no decorrer das investigações.
Consta no processo que a vítima e o principal acusado mantiveram um relacionamento de cinco anos, marcado por episódios de violência doméstica, conforme relataram as testemunhas ouvidas.
No dia do crime, os dois se encontraram em Ipatinga e, durante o retorno para o município de Mesquita pela MG-232, a jovem foi agredida até a morte. O corpo da vítima, entretanto, ainda não foi localizado.
A Promotoria de Justiça sustenta que o crime foi motivado por sentimento de posse e pela insatisfação do agressor diante da autonomia da vítima.
Consta dos autos que, aproximadamente um ano antes do desaparecimento de Maria Eduarda, o casal passou a residir na cidade de Rio Verde, no Estado de Goiás, ocasião em que o denunciado intensificou as práticas de violência física e psicológica contra a vítima, submetendo-a a ambiente de extremo controle, vigilância e isolamento social.
A jovem foi mantida sob rígido domínio do denunciado, com restrição de sua liberdade de locomoção e impedimento de manter contato regular com familiares e amigos, circunstância que evidencia padrão de comportamento possessivo e dominador”, observa o MPMG.
Neste período a jovem sempre relatava a violência a familiares e amigos por meio de mensagens. A situação de violência somente cessou quando a vítima, percebendo o risco concreto à sua integridade física e emocional, conseguiu empreender fuga do local e informou o fato a familiares e conhecidos. Ela voltou para Mesquita, mas o ex-companheiro veio atrás, a convenceu que tinha mudado e ela o aceitou de volta. Cerca de 30 dias depois, conforme as investigações, o homem matou a jovem e, com a ajuda de um comparsa, ocultou o corpo da vítima.
MP pede condenação e pagamento de indenização
O MPMG requereu a pronúncia dos envolvidos para que sejam julgados pelo Tribunal do Júri. Também foi solicitada a fixação de uma indenização mínima de R$ 200 mil em favor dos familiares da vítima, além de uma medida cautelar proibindo os denunciados de manterem contato com as testemunhas. Por se tratar de crime hediondo, o processo tramita com prioridade legal. (Com informações da Assessoria de Comunicação Integrada do MPMG)
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