21 de maio, de 2026 | 08:22

Ipatinga lidera qualidade de vida na RMVA, aponta IPS Brasil 2026

Alex Ferreira
Ipatinga tem o 62º maior PIB per capita de Minas, mas figura apenas na 76ª posição quando avaliado se a população acessa direitos, serviços e condições básicas de vidaIpatinga tem o 62º maior PIB per capita de Minas, mas figura apenas na 76ª posição quando avaliado se a população acessa direitos, serviços e condições básicas de vida
Por Matheus Valadares
Ipatinga aparece como o município da Região Metropolitana do Vale do Aço (RMVA) com melhor resultado no Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026. O levantamento, divulgado nesta quarta-feira (20), avalia os 5.570 municípios brasileiros com base em 57 indicadores sociais e ambientais, distribuídos em três dimensões: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-Estar e Oportunidades.

Os dados apresentados no IPS têm como ano base 2025. O índice é desenvolvido pelo Imazon, Fundação Avina, Amazônia 2030, Centro de Empreendedorismo da Amazônia e Social Progress Imperative. A proposta é medir a qualidade de vida nos municípios para além do Produto Interno Bruto (PIB), avaliando se a população acessa direitos, serviços e condições básicas de vida.

Para calcular o índice, o IPS leva em consideração 57 indicadores sociais ou ambientais, com foco em resultados, uso de dados públicos confiáveis, atualizados e com ampla cobertura territorial. “Ou seja, o IPS mede resultados e não volume de investimentos, ou riquezas. Nos interessa saber se os serviços públicos estão, de fato, sendo entregues aos cidadãos”, afirma Melissa Wilm, coordenadora do IPS Brasil.

Município


Na RMVA, Ipatinga alcançou nota 66,09, ocupando a 556ª posição nacional e a 76ª em Minas Gerais, ficando acima da média estadual, que foi de 64,66, e também da média nacional, de 63,40. No recorte por dimensões, o melhor desempenho de Ipatinga foi em Necessidades Humanas Básicas, com 79,80 pontos e a 1.298ª posição no país.

Entre os indicadores avaliados, a pior nota de Ipatinga nessa dimensão foi em Segurança Pessoal, com 64,51 pontos, o que colocou o município na 3.365ª posição nacional nesse quesito. Em Fundamentos do Bem-Estar, a cidade teve 72,95 pontos e ficou na 242ª posição no Brasil. Já em Oportunidades, o desempenho foi menor: 45,52 pontos, com a 1.953ª colocação nacional. O levantamento também aponta a Paridade de Gênero na Câmara Municipal como relativamente fraca.

Santana do Paraíso registrou índice de 64,76, ficando à frente de Coronel Fabriciano, segundo maior município da região. Conforme os dados levantados, o município aparece na 949ª colocação nacional e na 148ª posição em Minas. Em Necessidades Humanas Básicas, a pontuação foi de 78,99, com destaque para Segurança Pessoal, que teve 68,25 pontos, resultado superior ao registrado por Ipatinga e Fabriciano nesse indicador.

Em Fundamentos do Bem-Estar, Paraíso teve 69,85 pontos e ficou na 739ª posição nacional. O ponto negativo indicado pelo levantamento foi a Supressão da Vegetação Primária e Secundária, classificada como relativamente fraca. Por outro lado, o componente de Saúde e Bem-Estar aparece como relativamente forte, especialmente em indicadores como expectativa de vida e mortalidade entre 15 e 50 anos. Em Oportunidades, a cidade teve 45,44 pontos e a 1.992ª posição no Brasil.

Timóteo também aparece com índice geral de 63,76, ocupando a 1.333ª colocação nacional e a 229ª em Minas, conforme os dados reunidos. Em Necessidades Humanas Básicas, a cidade teve 75,79 pontos. Já em Fundamentos do Bem-Estar, dimensão considerada relativamente forte no município, a pontuação foi de 68,43, com a 1.086ª posição nacional.

Assim como em Santana do Paraíso, Timóteo teve avaliação relativamente fraca no critério de Supressão da Vegetação Primária e Secundária. Em Oportunidades, a cidade registrou 47,03 pontos e ficou na 1.355ª posição nacional. O destaque positivo dentro dessa dimensão foi em Liberdades Individuais e de Escolha, especialmente no indicador relacionado à gravidez na adolescência.

Menor índice


Coronel Fabriciano teve o menor índice entre os municípios avaliados da RMVA, com 61,77 pontos. A cidade ficou na 2.191ª posição entre os 5.570 municípios brasileiros e na 434ª colocação em Minas Gerais. Em Necessidades Humanas Básicas, a pontuação foi de 75,47, com a 2.429ª posição nacional.

No caso de Fabriciano, o destaque negativo foi Segurança Pessoal, com 55,54 pontos e a 4.169ª posição no país. Já o indicador de Água e Saneamento teve pontuação de 79,07, ocupando a 1.741ª colocação nacional nesse quesito. Em Fundamentos do Bem-Estar, o município registrou 68,82 pontos e ficou na 980ª posição nacional. Em Oportunidades, a pontuação foi de 41,02, com a 4.177ª colocação no Brasil.
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