23 de maio, de 2026 | 11:00

Em meio ao caos na saúde, Justiça determina suspensão do Core-MG e reativação do SUS Fácil em Minas

Divulgação
Com UPA lotada, Ipatinga aponta impacto de novo sistema de regulação hospitalar em MinasCom UPA lotada, Ipatinga aponta impacto de novo sistema de regulação hospitalar em Minas
Por Matheus Valadares
A Justiça mineira determinou, nesta sexta-feira (22), a suspensão do Core-MG e a reativação do SUS Fácil, após reconhecer riscos causados pela mudança no sistema de transferência de pacientes em Minas Gerais. A decisão ocorre em meio a relatos de dificuldades na regulação de leitos e em um cenário de superlotação em diversos estabelecimentos de saúde, incluindo a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ipatinga, que chegou a operar com 290% da capacidade nesta semana, conforme noticiou o Diário do Aço.

A regulação de vagas hospitalares, antes feita pelo SUS Fácil, passou a ser conduzida pelo Core-MG desde o dia 20 de maio. O novo sistema, implantado pelo governo de Minas Gerais, ficou responsável pela definição dos encaminhamentos hospitalares, conforme critérios médicos, prioridade clínica e disponibilidade de leitos na região.

Na prática, segundo relatos de profissionais da área da saúde, unidades em diferentes pontos do estado passaram a enfrentar dificuldade para remanejar leitos e transferir pacientes. Entre os problemas apontados estão falhas de comunicação entre unidades de origem e hospitais de destino e a necessidade de lançamentos manuais para viabilizar transferências.

Em Ipatinga, a administração municipal informou, no fim da tarde de quarta-feira (20), que a UPA enfrentava superlotação, fato esse noticiado pelo Diário do Aço. O monitoramento divulgado pelo município, indica que a unidade tinha 61 pacientes internados e operava com 290% da capacidade. A unidade tem 31 leitos e, conforme atualização posterior, chegou a registrar 65 pacientes internados.

Segundo o governo local, o aumento da demanda está relacionado ao período sazonal das síndromes respiratórias e à implantação do novo modelo estadual de regulação hospitalar. A mudança impactou o fluxo de transferências e internações em toda a rede.

“Enquanto isso, nossa UPA segue enfrentando superlotação, agravada pelo aumento dos casos respiratórios e pela dificuldade nas transferências hospitalares”, afirmou o prefeito Gustavo Nunes (PL), em publicação em uma mídia social.

“Seguimos cobrando agilidade e responsabilidade do Estado, enquanto nossas equipes permanecem mobilizadas para garantir atendimento à população”, informou o chefe do Executivo.

Doenças respiratórias


Além da mudança no sistema de regulação, o município também enfrenta aumento de casos de síndromes respiratórias. Em abril, a administração municipal decretou situação de emergência em saúde pública para prevenção e enfrentamento da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), conforme divulgado em primeira mão pelo Diário do Aço.

A Secretaria Municipal de Saúde orienta que casos sem gravidade sejam direcionados às Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de referência, para que a UPA mantenha prioridade aos atendimentos de urgência e emergência.

Como estratégia para reduzir a sobrecarga nos atendimentos de urgência, a pasta reforça que as UBSs dos bairros Iguaçu e Canaã funcionam com horário ampliado até as 22h. As unidades oferecem atendimento médico e medicação básica para sintomas leves, como febre, tosse, dor de cabeça e outros quadros de menor complexidade.

A Secretaria Municipal de Saúde também destaca que a vacinação contra a Influenza segue disponível no município. As doses podem ser encontradas nas unidades de saúde, e a orientação é que a população procure a UBS de referência para atualização do cartão de vacinas e proteção contra vírus respiratórios.
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Comentários

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Gilson Nunes

23 de maio, 2026 | 13:15

“O caus no sistema é a má administração dos recursos que são vindos para os Estados e consequentemente aos municípios . Haja visto que a um tempo atrás o prefeitaço fechou leitos de UTI no hospital municipal alegando falta de verba, porém o ministério da saúde informou que era mentira, que as verbas para Ipatinga estavam é adiantadas e aí o prefeitaço teve que reabrir as utis e ficou de cara grande. Pode um trem desse?”

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