26 de maio, de 2026 | 08:05
Estado investiga morte suspeita por dengue no Vale do Aço
Divulgação
A dengue possui padrão sazonal, entre os meses de outubro de um ano a maio do ano seguinte
Por Matheus Valadares
A dengue possui padrão sazonal, entre os meses de outubro de um ano a maio do ano seguinteCom dois óbitos por dengue confirmados no Vale do Aço neste ano, em Belo Oriente e Timóteo, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) investiga mais uma morte suspeita pela doença no município de Bom Jesus do Galho.
A informação consta no Painel de Vigilância das Arboviroses, administrado pela pasta. A investigação de óbitos suspeitos por dengue em Minas Gerais segue um protocolo rigoroso coordenado pela SES-MG.
Os casos suspeitos e óbitos são de notificação obrigatória e imediata ao SUS, em até 24 horas. As amostras biológicas coletadas são analisadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-MG), gerido pela Fundação Ezequiel Dias (Funed).
Ainda conforme o painel do monitoramento, os dois óbitos confirmados por dengue são idosos com mais de 70 anos e do sexo masculino. Um deles tinha hipertensão, o outro não apresentava comorbidade. Ao todo, são 27 casos graves ou com sinais de alarme em toda região de cobertura da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Coronel Fabriciano.
Estatística
A atualização feita nesta segunda-feira (25) ainda indica 1.468 casos da doença. Ainda analisando a área de abrangência da SRS, o município com maior registro de casos confirmados é Ipatinga, com 698, seguido por Timóteo, 183, Inhapim, 95, Ipaba, 73, e Iapu, 70.
Coronel Fabriciano e Santana do Paraíso, e compõem a Região Metropolitana do Vale do Aço (RMVA), têm 65 e 55 casos confirmados de dengue, respectivamente.
A faixa etária com maior registro de casos é de 10 a 19 anos, com 341 confirmações de pessoas infectadas. Na sequência estão jovens de 20 a 29 anos, com 319 registros confirmados.
Quando buscar atendimento médico?
É orientado que a população a busque uma Unidade Básica de Saúde (UBS) em caso dos sintomas: Febre alta maior que 38°C; dor no corpo e articulações; dor atrás dos olhos; mal-estar; falta de apetite; dor de cabeça; manchas vermelhas no corpo.
Arbovirose
A dengue faz parte de um grupo de doenças denominadas arboviroses, que se caracterizam por serem causadas por vírus transmitidos por vetores artrópodes. No Brasil, o vetor da dengue é a fêmea do mosquito Aedes aegypti. Os vírus da dengue (DENV) estão classificados cientificamente na família Flaviviridae e no gênero Orthoflavivirus. Até o momento são conhecidos quatro sorotipos DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4 , que apresentam distintos materiais genéticos (genótipos) e linhagens.
Aspectos como a urbanização, o crescimento desordenado da população, o saneamento básico deficitário e os fatores climáticos mantêm as condições favoráveis para a presença do vetor, com reflexos na dinâmica de transmissão desses arbovírus. A dengue tem padrão sazonal, com aumento do número de casos e o risco para epidemias, principalmente entre os meses de outubro de um ano a maio do ano seguinte.
Todas as faixas etárias são igualmente suscetíveis à doença, porém as pessoas mais velhas e aquelas que possuem doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial, têm maior risco de evoluir para casos graves e outras complicações que podem levar à morte.
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