28 de maio, de 2026 | 09:07
Grupo Coelho Diniz confirma compra do Colégio Angélica e nega demolição
Por Sílvia MirandaSilvia Miranda
A família Diniz nega qualquer intenção de demolir o imóvel, afirmando que o negócio foi fechado exclusivamente como investimento patrimonial.
A família Diniz nega qualquer intenção de demolir o imóvel, afirmando que o negócio foi fechado exclusivamente como investimento patrimonial.O Grupo Coelho Diniz confirmou, por meio de seus representantes, a aquisição da propriedade da área onde está localizado o prédio histórico do antigo Colégio Angélica, na rua Maria Matos, centro de Coronel Fabriciano. O imóvel foi vendido pelas Irmãs Carmelitas da Divina Providência. O assunto já tinha sido noticiado semana passada pelo jornal Diário do Aço.
No entanto, a família Diniz nega qualquer intenção de demolir o imóvel, afirmando que o negócio foi fechado exclusivamente como investimento patrimonial.
A reportagem do Diário do Aço apurou que representantes do grupo estiveram reunidos com o vereador de Coronel Fabriciano, Zezinho Sintrocel (PSB), em Belo Horizonte, na tarde desta terça-feira (27).
Alex e Vinicius Diniz procuraram o parlamentar para esclarecer as especulações de que o prédio histórico estaria ameaçado de demolição. Também nesta semana o prefeito Sai Lucca veio a público se posicionar acerca da situação e defendeu a preservação do patrimônio histórico.
Nos dias anteriores, a confirmação da venda do Colégio Angélica dominou os debates em Coronel Fabriciano. A possibilidade de descaracterização ou demolição do prédio, construído há 76 anos para funcionar inicialmente como educandário infantil e, posteriormente, como escola de magistério, mobilizou moradores, ex-alunos e defensores do patrimônio histórico.
Segundo informações repassadas à reportagem do Diário do Aço, o grupo varejista não possui, neste momento, nenhum projeto definido para o imóvel, e a aquisição teria sido motivada exclusivamente pelo potencial de valorização da área.
Especulação imobiliária
Além do prédio histórico, do começo da década de 1950, reconhecido pela fachada imponente e com suas dezenas de janelas, a propriedade inclui diversos lotes em seu entorno, entre eles uma área lateral com saída para a rua Angélica e outra nos fundos com acesso pela rua São Sebastião.A dimensão do terreno e sua localização estratégica tornam o imóvel altamente valorizado no mercado imobiliário, com avaliação estimada em R$ 25 milhões.
O alto valor comercial da área despertou o interesse de diversos investidores, incluindo empresários de Belo Horizonte, mas a negociação acabou sendo concluída com os proprietários da rede Supermercados Coelho Diniz.
Negociação para uso público
Em entrevista ao Diário do Aço esta semana, o prefeito de Coronel Fabriciano, Sadi Lucca (PL), falou sobre sua ligação afetiva com o Colégio Angélica, onde estudou ainda na infância. Segundo ele, essa relação também reforça sua defesa pela preservação do imóvel histórico.Questionado se a Administração Municipal chegou a cogitar a aquisição do prédio para fins culturais, o prefeito afirmou que a compra seria inviável diante das limitações financeiras do município. No entanto, revelou que pretende abrir diálogo com os novos proprietários para negociar a cessão de parte do espaço para uso público.
A proposta, segundo Sadi Lucca, seria utilizar o imóvel para abrigar equipamentos culturais e turísticos, como biblioteca, museu e outros departamentos voltados à preservação da memória e da história de Coronel Fabriciano. No entanto, ainda não há nenhuma conversa em andamento.
Abraço simbólico programado para sábado
Empresários, ex-alunos, ex-funcionários e moradores também organizam um ato público previsto para a manhã do próximo sábado (30), em defesa da preservação do Colégio Angélica.A mobilização vem sendo articulada principalmente por meio das mídias sociais e ganhou força nos últimos dias diante da preocupação da população com o futuro do patrimônio histórico.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

















Fabricianense Astuto
28 de maio, 2026 | 10:11Os Diniz derrubaram o prefeito de Governador Valadares e não vai ser um prédio longe da cidade de origem deles, que não vão querer derrubar???. Confia nessa garantia, confia.”
Arthur
28 de maio, 2026 | 10:10Museu Coelho Diniz, a pintura amarelada já tem rsrsrs, é triste essa possibilidade mas o mais triste é que metade da população passaria pano”
Gildázio Garcia Vitor
28 de maio, 2026 | 09:56O Grupo Coelho Diniz* pode, semelhante à Usiminas e a Aperam, fazer do prédio um espaço utilizado para atividades culturais, beneficiando todo o Vale do Aço.
*A construção dos prédios da rede, em Manhuaçu, colocou por terra, na calada da noite, alguns casarões.”