29 de maio, de 2026 | 12:00
Polícia de Ipatinga investiga denúncia de estupro de vulnerável contra criança no Cidade Nobre
A polícia de Ipatinga registrou, na noite de sexta-feira (28), uma denúncia de estupro de vulnerável no bairro Cidade Nobre. O crime ocorreu na avenida Deusemim Januário Gonçalves e teve como vítima uma menina com menos de dez anos de idade. Nenhum suspeito foi preso até o momento.De acordo com o relato dos pais da vítima aos policiais, a criança informou que estava na via pública acompanhada de outra criança quando foi surpreendida por um homem em uma bicicleta. O indivíduo aproximou-se da vítima e introduziu a mão por entre as pernas dela, tocando seu órgão genital. Assustada, a menina correu e relatou o ocorrido à mãe que, em seguida, informou o pai.
A Polícia Militar foi acionada imediatamente e compareceu ao local. Durante o levantamento de informações com comerciantes da região, os pais da vítima conseguiram acesso a imagens de sistemas de monitoramento por câmera. Os registros mostram um homem de pele parda, vestindo bermuda branca, camisa escura e tênis, conduzindo uma bicicleta e se aproximando das crianças no momento do fato.
Com base nas características físicas e nas vestimentas do suspeito, a PM fez rastreamento pelas imediações do bairro Cidade Nobre, mas nenhum indivíduo com a descrição fornecida foi localizado.
Legislação e penalidades para o crime
O crime de estupro de vulnerável é tipificado no artigo 217-A do Código Penal Brasileiro, introduzido pela Lei nº 12.015/2009. A legislação caracteriza o delito como qualquer ato de conotação sexual praticado contra menor de 14 anos ou contra pessoa que, por enfermidade, deficiência mental ou qualquer outra causa, não possua o discernimento necessário ou capacidade de oferecer resistência.A pena prevista para o crime varia de 8 a 15 anos de reclusão. A legislação prevê ainda o agravamento da penalidade caso o ato resulte em lesão corporal de natureza grave ou morte da vítima, assim como em situações em que haja concurso de pessoas ou quando o autor possua relação de autoridade, parentesco ou confiança com a criança ou adolescente.
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