03 de junho, de 2026 | 13:00
Alteração em zoneamento urbano de Timóteo motiva audiência pública
Willian Dias/Arquivo ALMG
Comissão de Meio Ambiente da ALMG vai ao município, no Vale do Aço, para debater os impactos da medida
Comissão de Meio Ambiente da ALMG vai ao município, no Vale do Aço, para debater os impactos da medidaOs impactos decorrentes de alterações no zoneamento urbano de Timóteo serão debatidos, na próxima segunda-feira (8), em audiência pública da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), a partir das 13h, na Câmara Municipal da cidade.
A medida, implementada pela Lei Municipal 4.022, de 2025, ampliou o potencial de ocupação e adensamento urbano em área conhecida como Mata dos Funcionários. O presidente da comissão, deputado Tito Torres (PSD), realiza a reunião a pedido de moradores locais, conforme divulgado pela ALGM.
De acordo com a assessoria parlamentar, a Associação de Moradores do Bairro Funcionários (AMBF) encaminhou denúncia e documentação, esclarecendo que a área corresponde a um remanescente de vegetação nativa de mata atlântica, reconhecido por significativa relevância ecológica, paisagística e ambiental.
Segundo o gabinete, parte do território possui registro como Reserva Legal no Cadastro Ambiental Rural (CAR), circunstância que evidencia a importância de uma análise aprofundada sobre os efeitos das mudanças introduzidas pelo novo enquadramento urbanístico.
A comunidade teme pelos impactos da provável expansão urbana. A audiência vai ouvir moradores, especialistas e órgãos públicos a fim de promover uma discussão qualificada, ampla e transparente sobre o futuro da área”, afirmou Tito Torres.
Entenda o caso
O Projeto de Lei 4.605, que tratava do zoneamento urbano de Timóteo, foi apresentado à Câmara em 2024. Entretanto, com a mudança de gestão ocorrida em 2025, após as eleições, o Poder Executivo encaminhou alterações ao projeto original. A nova versão da proposição foi aprovada pelo legislativo e sancionada como a Lei 4.022/25.
Conforme a denúncia apresentada, as modificações teriam ocorrido em desacordo com diretrizes previstas no Plano Diretor do Município, além da alegada ausência de estudos técnicos prévios capazes de subsidiar as alterações propostas.
A documentação encaminhada destaca que a principal modificação promovida pela nova legislação consistiu na alteração da classificação urbanística da área, que originalmente era enquadrada como Zona de Sustentabilidade Ambiental (ZSA) e passou a ser classificada como Zona Mista 3 (ZM3).
A nova configuração ampliou significativamente o potencial de ocupação e adensamento urbano da região, que provocou apreensão nos moradores e entidades locais quanto às possíveis consequências para a área de vegetação remanescente.
O Ministério Público tomou conhecimento dos fatos e instaurou o Procedimento Administrativo para apuração da situação, informou a assessoria.
A audiência pública pretende reunir representantes do Ministério Público, dos órgãos ambientais, do Poder Executivo Municipal, do Poder Legislativo, das entidades da sociedade civil organizada, da Associação dos Moradores do Bairro Funcionários, da comunidade local e demais instituições interessadas.
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