04 de junho, de 2026 | 10:34

Resultados dos estudos do Plano de Mobilidade são apresentados em Ipatinga

Alex Ferreira/Arquivo DA
Estudo aponta dados sobre a mobilidade e mostra medidas a serem implementadas para a gestão do tráfego Estudo aponta dados sobre a mobilidade e mostra medidas a serem implementadas para a gestão do tráfego

A administração municipal de Ipatinga apresentou esta semana, em reunião conjunta do Conselho Municipal de Transporte e Trânsito (CMTT) e do Conselho da Cidade, os resultados dos estudos técnicos que embasam a elaboração do Plano Municipal de Mobilidade Urbana (PlanMob). Desenvolvido pelo Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG), o trabalho reúne diagnósticos, diretrizes e propostas para orientar o planejamento da mobilidade urbana do município até 2035.

Representantes do poder público, conselheiros, membros da sociedade civil, integrantes do grupo de acompanhamento do plano e representantes do Poder Legislativo, estiveram reunidos terça-feira (2), no Auditório do Hospital Municipal Eliane Martins.

Resultado de levantamentos de campo, modelagens de tráfego, análises urbanísticas e consultas à população, o PlanMob busca identificar os principais desafios da mobilidade em Ipatinga e apontar caminhos para um crescimento urbano mais sustentável nas próximas décadas.
Divulgação
Documento técnico orienta propostas para qualificar o transporte, ampliar a acessibilidade, fortalecer a segurança viária e preparar a cidade para os desafios das próximas décadas.Documento técnico orienta propostas para qualificar o transporte, ampliar a acessibilidade, fortalecer a segurança viária e preparar a cidade para os desafios das próximas décadas.

O diagnóstico apresentado aponta gargalos históricos que impactam diretamente a qualidade de vida da população, como a elevada dependência do transporte individual, congestionamentos em corredores estratégicos, conflitos entre tráfego urbano e logística pesada, além de deficiências de acessibilidade em calçadas e espaços públicos.

Principais conclusões

Segundo os estudos, atualmente os automóveis ocupam grande parte do espaço viário, embora transportem uma parcela menor da população, enquanto o transporte coletivo e os modos ativos, como caminhada e bicicleta, ainda enfrentam limitações estruturais. Caso nenhuma intervenção seja feita, a projeção é de agravamento dos congestionamentos e aumento dos tempos de deslocamento nos próximos anos.

Possíveis soluções são apontadas

Para enfrentar esse cenário, os estudos propõem uma visão estratégica para 2035 baseada em quatro pilares: acessibilidade universal, fortalecimento do transporte coletivo, incentivo aos modos ativos de deslocamento e sustentabilidade ambiental.
Arquivo DA
Em dia de acidente no trecho urbano da BR-381 em Ipatinga, congestionamento gigante se forma em uma das pistas e tem reflexos em vários bairros Em dia de acidente no trecho urbano da BR-381 em Ipatinga, congestionamento gigante se forma em uma das pistas e tem reflexos em vários bairros

Entre as ações estruturantes sugeridas estão a implantação de novos terminais de integração do transporte público, a reestruturação da rede de ônibus, a ampliação da fiscalização eletrônica, a revitalização da sinalização horizontal e vertical, a qualificação das calçadas, a expansão da infraestrutura cicloviária e melhorias na gestão da circulação de veículos.

Prevenção de acidentes

O trabalho também incorpora o conceito internacional de “Visão Zero”, política voltada à redução dos acidentes de trânsito por meio da requalificação de cruzamentos, implantação de dispositivos de segurança viária e adequação dos espaços urbanos para pedestres, ciclistas e pessoas com deficiência.

Melhoria na gestão do trânsito

Outro eixo estratégico é a modernização da gestão da mobilidade urbana. A proposta prevê a integração das políticas de transporte e trânsito em uma estrutura administrativa mais eficiente, fortalecendo o planejamento, a fiscalização e a execução das ações previstas.

O secretário municipal de Serviços Urbanos e Meio Ambiente, Reginaldo Donizete Soares, destacou a importância da conclusão desta etapa técnica para o planejamento da cidade. “Estamos apresentando à sociedade os resultados dos estudos desenvolvidos para a construção do Plano Municipal de Mobilidade Urbana. Trata-se de um trabalho técnico, elaborado com base em diagnósticos detalhados e participação social, que servirá de referência para as próximas etapas do processo e para o planejamento da mobilidade em Ipatinga”, afirmou.
Alex Ferreira/Arquivo DA
Estudo confirma: muitos carros levando poucos ocupantes e transporte coletivo com baixa demanda Estudo confirma: muitos carros levando poucos ocupantes e transporte coletivo com baixa demanda

Além de subsidiar o planejamento de curto, médio e longo prazos, o trabalho atende às exigências da Política Nacional de Mobilidade Urbana e fortalece as condições do município para buscar recursos destinados a obras e projetos estruturantes.

A minuta do projeto de lei que instituirá o Plano Municipal de Mobilidade Urbana encontra-se em fase final de ajustes técnicos e jurídicos. Após a conclusão dessa etapa, o documento será disponibilizado para consulta e, posteriormente, encaminhado para apreciação da Câmara Municipal, responsável pela análise e eventual aprovação da proposta.

Entre os indicadores previstos para monitoramento estão a velocidade operacional do transporte coletivo, os índices de segurança viária e a participação dos deslocamentos realizados por meios ativos, como caminhada e bicicleta.
A expectativa da administração municipal é consolidar um instrumento de planejamento capaz de orientar futuras políticas públicas voltadas à mobilidade, à inclusão social e à melhoria da qualidade de vida da população.

Alex Ferreira/Arquivo DA
Estudo mostra que, se nada for feito, congestionamentos serão cada vez mais intensos nas vias urbanas da cidade Estudo mostra que, se nada for feito, congestionamentos serão cada vez mais intensos nas vias urbanas da cidade

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