08 de junho, de 2026 | 18:00

Ainda sonho, apesar de...

Nena de Castro *

Para todos os meus leitores, um dia repleto de açúcar candy, nuvens coloridas, bem-te-vis fazendo dueto com sabiás -laranja e nenhuma notícia ruim, se possível! Causa de quê, eu, Bugra de Castro, Cafusa Confusa desses rincões da “Mineirália” não suporto mais tanta babaquice, idiotice e mau-caratismo dos nossos preclaros políticos cujas ações são uma cascata podre de roubos e imoralidades! E o pior, a maioria zomba do nome de Deus, usando-o como cabo eleitoral ou desculpa para ações vis! Farta estou! Aí a gente vê políticos europeus indo exercer seu papel no parlamento viajando de metrô e morando em trailers individuais durante os trabalhos. Na Suiça se o povo não concorda com alguma lei, pode derrubá-la, bastando arranjar 50 mil assinaturas, sem intervenção de partido político! Quem nos dera!

Lá existe um equilíbrio do poder entre governo e cidadãos, estimulando o engajamento político e a responsabilidade coletiva. Sei que é um país do chamado primeiro mundo, cujo nível cultural é diferente do nosso, sei que as dimensões geográficas são diferentes, há “n” coisas a ponderar, mas tal nível  foi conquistado através da Educação!
Não me canso de dizer que o descaso com as escolas brasileiras, profissionais sem remuneração digna, professores sem cursos de atualização e “otras cositas mas” nos mantém nesse índice de atraso, falcatruas e outras desgraças! Jovens abandonando escolas, um número desastroso de analfabetos funcionais e aí a jiripoca pia pro nosso lado! Afeeee!

Querem saber, mudando de drone pra míssil (ai!) vou contar de coisas bonitas que vi; na sexta-feira fui à padaria ali perto da igreja católica do Bom Retiro e ouvi uma vozinha animada conversando com alguém. Olhei pra trás e vi uma menininha andando com um adulto deficiente visual. Na padaria, ela olhava o que tinha na vitrine e ia descrevendo em voz alta e ele dizia o que comprar!


“a maioria zomba do nome de Deus, usando-o como
cabo eleitoral ou desculpa para ações vis”


Descobri que se chama Helena, tem oito anos e estava com o pai, Tiago. Fiquei tão encantada com o carinho entre eles que me aproximei, me apresentei e perguntei se podia buscar um dos meus livros para ela. O pai concordou em esperar, eu trouxe os livros e ela escolheu LEILOCA BRUXOCA, que autografei! O pai então me disse que todas as noites ele lê pra ela os livros em braile que tem, despediram-se, tomaram um transporte e se foram. Eu fiquei ali parada, maravilhada com tanto amor e sabedoria, esse pai enxerga mais que muita gente por aí, apesar da deficiência!

E voltei pra casa vendo borboletas dançando no ar apesar de ser noite, ouvi sinos e flautas tocando para as danças das fadas vestidas de azul, e percebi um canto de anjos nas nuvens!  Livro, objeto transformador que precisa estar ao alcance de todos nessa terra abençoada, fértil, ensolarada, e no entanto sugada e saqueada por vampiros malignos que só querem para si! E nada mais digo, a não ser: ESCOLHA COM CUIDADO EM QUEM VAI VOTAR!

* Contadora de histórias
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