10 de junho, de 2026 | 08:00

Suspeita de envenenamento e sumiço de animais alarmam moradores do Barra Alegre

Reprodução de vídeo
A Branquinha, uma cachorra sem raça definida, está desaparecida; ela havia acabado de conseguir uma adoçãoA Branquinha, uma cachorra sem raça definida, está desaparecida; ela havia acabado de conseguir uma adoção
Por Isabelly Quintão
Dois cães comunitários foram encontrados mortos no distrito de Barra Alegre, em Ipatinga. O aumento de abandono de animais na localidade é um caso frequentemente relatado por moradores da região e noticiado pelo Diário do Aço.

Os animais eram cuidados por uma protetora independente que reside no local. Um deles foi localizado no sábado (6), e o outro, no dia seguinte. Outros dois cachorros estão desaparecidos desde a última sexta-feira (5), entre eles, a Branquinha, uma cachorra sem raça definida que havia acabado de conseguir uma adoção.

Em entrevista à reportagem do Diário do Aço, a protetora Leyse Cristina Santos Oliveira destacou que casos semelhantes têm acontecido de forma recorrente, principalmente próximo à ponte.

“Não sei o que aconteceu. Eles não têm sinais aparentes de atropelamento ou ferimento. Foi encontrado um animal morto atrás do outro, e os outros estão sumindo. Minha preocupação é muito grande”, relatou.

A mulher afirmou que procurou a Polícia Militar de Meio Ambiente, que a orientou a procurar avaliação veterinária para confirmar a causa da morte. “A intenção é verificar se há vestígios e ajudar a entender se realmente foi envenenamento. Farei um boletim. A Branquinha, por exemplo, nasceu naquele lugar, foi vacinada e castrada, tem proteção contra leishmaniose. É extremamente medrosa, sempre que ouve minha voz, corre ao meu encontro”, contou.

Envenenar animais é crime


Envenenar um animal configura maus-tratos e, em situações mais graves, como quando há morte ou várias vítimas, o responsável pode ser preso.

No Brasil, o artigo 32 da Lei nº 9.605/1998, a Lei de Crimes Ambientais, considera crime praticar abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais.

Com uma alteração na legislação em 2020, as punições para casos envolvendo cães e gatos foram endurecidas, prevendo pena de dois a cinco anos de prisão, além de multa e proibição de manter a guarda de animais. A pena também pode ser aumentada quando o caso resulta na morte do animal.


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