13 de junho, de 2026 | 06:00
Vai, Brasil!
Fernando Rocha
A dúvida do técnico Carlo Ancelotti para escalar o Brasil que enfrenta, neste sábado, a boa seleção de Marrocos, na estreia da Copa do Mundo, seria a composição do meio de campo com dois ou três jogadores.Mas, ao que tudo indica, o técnico italiano vai optar por um setor de criação mais preenchido ao escalar Marcos Paquetá para formar um trio, ao lado de Casemiro e Bruno Guimarães.
Na lateral-direita, Danilo, ex-América-MG e zagueiro reserva do Flamengo, pela falta de outras opções e por ter a confiança do treinador, será improvisado em substituição a Wesley, cortado por contusão, já que Éderson, chamado às pressas, vai ser reserva no meio-campo.
À frente deles vão estar Raphinha pela direita, Vinícius Junior na esquerda e Mateus Cunha como centroavante, todos com a missão de pressionar a saída de bola para atacar o mais próximo possível da meta adversária.
Pode chegar
Segundo pesquisa da Genial/Quaest, divulgada nesta semana, 56% dos brasileiros não acreditam na conquista do hexa, contra 35% que confiam na seleção neste Mundial.
Faço parte da maioria que não acredita na conquista do título, por entender que existem várias seleções em estágio superior física e tecnicamente em relação à nossa equipe.
Além disso, a atual geração de jogadores do Brasil talvez seja a pior que já surgiu, em comparação com as piores do século passado, inclusive a geração Dunga” dos anos 1990 que, mesmo assim, conquistou o tetra na Copa de 1994.
Pela ordem, estão à nossa frente como favoritas neste Mundial: Espanha, França, Argentina, Alemanha e Portugal, nos deixando em 6º lugar com o rótulo de pode chegar”, na esperança que se repita o que aconteceu na Copa de 2002, quando conquistamos o nosso último título mundial e nem de longe éramos os favoritos.
FIM DE PAPO
É no geral uma decepção”, com essas palavras o presidente-executivo da Associação de Hotéis da cidade de Nova York, Vijay Dandapani, definiu o momento vivido pelo setor, que esperava um movimento muito maior e se vê diante do fracasso retumbante com esta Copa do Mundo, o maior evento esportivo do ano. A associação reduziu em 60% a sua previsão de receita com quartos de hotel ligada à Copa do Mundo, para cerca de US$ 60 milhões.
A principal causa desse fracasso é o clima de medo que se instaurou no mundo, devido à política anti-imigratória do governo Trump. A situação piorou ainda mais após os diversos casos de abusos contra delegações de seleções e torcedores de países que são considerados inimigos do governo norte-americano. As multidões de torcedores com as quais os hotéis contavam ainda não chegaram, forçando muitos a reduzirem as tarifas. As reservas de voos caíram drasticamente, enquanto os preços das passagens dispararam. Os ingressos caros para os jogos prejudicaram ainda mais a demanda, além do fator de os norte-americanos em sua maioria não gostarem de futebol.
A única Copa do Mundo que trabalhei presencialmente foi a de 1994, nos Estados Unidos, pela Rádio Vanguarda, ao lado do narrador Nelcy Romão, de Orlando Augusto e do saudoso comentarista Aloysio Martins. Demos sorte, pois a seleção brasileira conquistou o tetracampeonato e quebrou um jejum de 24 anos sem título, tabu que se repete agora. O país norte-americano era governado na época pelo democrata Bill Clinton e não tivemos qualquer problema referente à entrada naquele país, e não soubemos de torcedores ou atletas de quaisquer nações barrados naquele Mundial.
Desta vez, recebi vários convites de amigos e parentes, que residem em locais onde serão realizados jogos, para visitar e assistir a Copa nos Estados Unidos. Agradeci e recusei gentilmente a todos, pois nada mais me atrai naquelas bandas. Acho que tomei a melhor decisão, depois de ver o que está acontecendo por lá - diga-se, com total omissão da FIFA - contra os iranianos, a delegação iraquiana, o árbitro somali, os torcedores haitianos, senegaleses e martinenses, algo simplesmente inadmissível. Teremos jogos ainda no México e no Canadá, onde não existe essa truculenta política anti-imigratória do presidente Trump, um grande energúmeno, que ainda foi premiado pelo lambe-botas Gianni Infantino, presidente da Fifa, com um ridículo prêmio da paz”. (Fecha o pano)
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