13 de junho, de 2026 | 07:00

Entraves em documentação veicular geram queixas de despachantes em Ipatinga

Isabelly Quintão
Despachante mostrou a dificuldade para agendar serviços necessários Despachante mostrou a dificuldade para agendar serviços necessários
Por Isabelly Quintão
Um despachante que atua no bairro Veneza I, em Ipatinga, procurou a reportagem do Diário do Aço para relatar dificuldades enfrentadas pelo setor para acesso e conclusão de serviços ligados à documentação veicular em Minas Gerais. Em entrevista ao jornal, José Geraldo Matos detalhou que os problemas envolvem agendamento em unidades UAI, demora na resposta de processos via Sistema Eletrônico de Informações (SEI) e impactos no atendimento aos clientes.

Ele afirmou que a situação tem afetado diretamente a rotina de despachantes e usuários. “Você tem que ficar dias tentando uma vaga para conseguir alguma coisa. Tudo hoje que vai resolver é por meio de SEI. Não tem resposta em uma semana, 15 dias, 20 dias. Está atrapalhando o nosso trabalho assim, assustadoramente”, declarou.

Entre os pontos citados, ele mencionou a demora na conclusão de processos e vencimento de vistorias antes da finalização documental. O despachante acrescentou ainda que há casos em que os veículos precisam permanecer parados aguardando regularização. “Tem resposta que demora 30 dias, 60 dias. Tem que parar o caminhão, o carro pequeno, o motorista do Uber, o taxista. Tem que parar o veículo para esperar a documentação ficar pronta”, afirmou.

Cobrança de clientes


O profissional também relatou que as dificuldades geram cobranças dos clientes aos escritórios. “Eles pensam que a não conclusão é do despachante. Mas não é. As pessoas, os gerentes, principalmente na minha cidade, que eu posso falar que é Ipatinga, tentam da melhor maneira possível fazer o atendimento, mas falta funcionário, falta horário para nós”, disse.

José Geraldo complementou que considera importante o papel dos despachantes na intermediação dos serviços e solicita mudanças para melhorar o atendimento. “Nós estamos sendo tratados como segundo plano. Nós somos muito importantes para o estado e para o município”, declarou.

À espera da resposta


A reportagem do Diário do Aço solicitou posicionamento à Assessoria de Imprensa do Governo de Minas sobre os relatos apresentados, no entanto, até o fechamento desta edição, não obteve retorno.

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