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19 de junho, de 2026 | 15:56

Casal acusado pelo MPMG de matar médico, na zona rural de Inhapim, vai a júri popular

Arquivo DA
Para o MPMG, o crime foi praticado por motivo torpe, com emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima Para o MPMG, o crime foi praticado por motivo torpe, com emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima

Com informações do MPMG
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria de Justiça de Inhapim, na região do Vale do Rio Doce, vai atuar na próxima segunda-feira, 22 de junho, no julgamento, perante o Tribunal do Júri, de um casal acusado de matar um médico idoso, de 71 anos. Os réus prestavam serviços na propriedade da vítima, localizada na zona rural da cidade, em uma localidade conhecida como Córrego Boa Sorte. O homem, que trabalhava como caseiro no local, tem 28 anos, e sua companheira tem 20 anos. Ambos residiam no sítio.

De acordo com a denúncia da Promotoria de Justiça, a vítima e o acusado tiveram um desentendimento por conta do serviço prestado. A discussão evoluiu para agressão física. Durante a briga, o caseiro tomou a arma de fogo que estava com o médico e disparou contra ele..

O inquérito apurou ainda que a companheira do caseiro participou das agressões e buscou um facão para desferir golpes contra a vítima, que já se encontrava em situação de vulnerabilidade. Após o crime, o casal fugiu levando a arma utilizada e desligou a energia elétrica do sítio com o objetivo de interromper as gravações das câmeras de segurança.

Conforme o promotor de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro, a submissão do caso ao Tribunal do Júri assegura que fatos de elevada gravidade, especialmente aqueles praticados com extrema violência contra pessoa idosa, sejam apreciados pelos representantes da sociedade, em observância aos princípios constitucionais que regem os crimes dolosos contra a vida.

A denúncia da Promotoria está sustentada por laudos periciais, depoimentos de testemunhas e imagens captadas pelas câmeras de segurança da propriedade, as quais registraram momentos relevantes da dinâmica dos fatos.

Para o MPMG, o crime foi praticado por motivo torpe, com emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima – qualificadoras que serão submetidas à apreciação do Conselho de Sentença.

Já publicado:
-Acusado de matar médico em sítio em Inhapim vai a julgamento
-Caseiro é procurado como suspeito de matar médico em Inhapim
-Médico de Caratinga é encontrado assassinado em sítio em Inhapim

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