22 de junho, de 2026 | 18:27
Câmara de Timóteo rejeita contas de Douglas Willkys referentes a 2019 e 2020
Por Matheus Valadares
A Câmara Municipal de Timóteo rejeitou, na noite desta segunda-feira (22), as contas do ex-prefeito Douglas Willkys (sem partido) referentes ao exercício de 2019. A decisão foi tomada após uma sessão que teve início por volta das 17h15 e encerrou um processo marcado por adiamentos, pedidos de vista e intensa disputa política nos bastidores do município.
Dos 15 vereadores, apenas três votaram pela aprovação das contas: Adriano Alvarenga (PRD), presidente da Câmara; Professor Diogo (PT); e Renara Cristina (Novo). Os parlamentares seguiram o parecer do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), que recomendou a aprovação das contas de 2019 com ressalvas. Os três também foram os únicos a votarem pela aprovação das contas de 2020.
A maioria dos vereadores, entretanto, acompanhou o entendimento da Comissão de Orçamento e Finanças Públicas da Câmara, formada por Dr. Lair Bueno (Solidariedade), Thiago Torres (Novo) e Leninha Dimas (Republicanos), que emitiu parecer pela rejeição.
A votação desta segunda-feira ocorreu após sucessivos adiamentos. No último dia 8, um pedido de vista apresentado por Adriano Alvarenga suspendeu a apreciação da matéria e transferiu a decisão para a reunião ordinária desta semana.
Disputa política
O julgamento das contas mobilizou o cenário político timotense nos últimos meses. A defesa de Douglas Willkys sustentou que o parecer técnico do TCE-MG deveria prevalecer e apontou supostas irregularidades durante a tramitação do processo no Legislativo.
Em manifestações públicas, o ex-prefeito também denunciou o que classificou como perseguição política e alegou ter sofrido pressões durante o andamento da votação.
Com a decisão do plenário, a Câmara deverá formalizar a rejeição das contas e encaminhar a documentação ao Tribunal de Contas do Estado. A defesa do ex-prefeito já havia informado que pretende contestar judicialmente o resultado, sob o argumento de que houve vícios no processo de apreciação conduzido pelo Legislativo.
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