24 de junho, de 2026 | 14:35
Estado intensifica ações de prevenção diante da possibilidade de atuação do El Niño no estado
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Fenômeno climático pode provocar mais calor, redução de chuva, aumento do risco de incêndios florestais e impactos na agricultura mineira
Fenômeno climático pode provocar mais calor, redução de chuva, aumento do risco de incêndios florestais e impactos na agricultura mineiraO Governo de Minas, por meio da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), acompanha permanentemente os cenários climáticos e reforça as ações de prevenção e preparação diante da possibilidade de atuação do fenômeno El Niño no segundo semestre deste ano.
As análises indicam cerca de 80% de chance de desenvolvimento do fenômeno ainda em 2026, com intensidade entre moderada e forte. O El Niño ocorre quando as águas do Oceano Pacífico ficam mais quentes que o normal, alterando a circulação atmosférica e influenciando o clima em diversas regiões do planeta, inclusive no Brasil.
Em Minas, o fenômeno pode provocar redução da umidade relativa do ar, aumento das ondas de calor, prolongamento do período seco e atraso no início da estação chuvosa 26/27. Na prática, isso significa temperaturas acima da média, chuvas mais irregulares e aumento do risco de queimadas e incêndios florestais, especialmente nas regiões do semiárido mineiro.
A prevenção é a principal ferramenta para reduzir os impactos do El Niño. Estamos monitorando os cenários climáticos e trabalhando junto aos municípios para fortalecer a preparação e a proteção da população”, explica o coronel Paulo Roberto Rezende, coordenador estadual de Defesa Civil.
Agricultura em alerta
O campo está entre os setores que mais podem sentir os efeitos do fenômeno. De acordo com a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a redução das chuvas e a ocorrência de veranicos podem comprometer culturas como soja, milho, feijão e café, especialmente aquelas que dependem diretamente das precipitações.
No caso do café, o calor excessivo e o déficit hídrico podem afetar a floração e o enchimento dos grãos. Já nas lavouras de soja e milho, o atraso das chuvas pode prejudicar o plantio e o desenvolvimento inicial das culturas.
A Seapa destaca que ainda há tempo para adoção de medidas preventivas, como o uso de cultivares mais tolerantes à seca, conservação da umidade do solo, planejamento da irrigação, proteção de nascentes, armazenamento de água e planejamento forrageiro para a pecuária.
Os impactos do El Niño variam conforme a intensidade do fenômeno, a região e a época do ano. Por isso, é fundamental que os produtores acompanhem as previsões meteorológicas para orientar as decisões no campo.
Para a população, especialmente quem vive em regiões mais suscetíveis à seca, a orientação é fazer uso consciente da água, evitar desperdícios e colaborar com a prevenção de queimadas.
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