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24 de junho, de 2026 | 16:00

Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil de Ipatinga concluem formação

Divulgação
Capacitação promovida pela Defesa Civil prepara voluntários para identificar riscos e atuar na prevenção junto às comunidadesCapacitação promovida pela Defesa Civil prepara voluntários para identificar riscos e atuar na prevenção junto às comunidades

A Defesa Civil Municipal, concluiu nesta quarta-feira (24) a formação dos integrantes dos Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil (Nupdecs). O encerramento da capacitação foi marcado por uma atividade prática em campo realizada no bairro Bethânia e Granjas Vagalume, onde os participantes puderam aplicar os conhecimentos adquiridos durante as aulas teóricas.

A visita técnica foi conduzida pelo engenheiro de Minas e Segurança do Trabalho Jeffiter Rodrigues de Oliveira, especialista em Geotecnia e Hidrologia, que apresentou aos voluntários aspectos relacionados à identificação de áreas de risco, análise do terreno, drenagem, ocupação do solo e estabilidade de encostas.

Durante a caminhada, os participantes realizaram observações em campo, registros fotográficos e análises de pontos considerados vulneráveis, colocando em prática conteúdos trabalhados ao longo do curso.

Ações preventivas

O gerente da Defesa Civil de Ipatinga, Brayann Urils Azeredo, esclarece que a formação representa um importante passo para aproximar a população das ações preventivas desenvolvidas pelo município.

“Os Nupdecs são uma extensão da Defesa Civil dentro das comunidades. Quando capacitamos moradores para identificar sinais de risco e agir preventivamente, ampliamos nossa capacidade de monitoramento e contribuímos para consolidar a cultura da prevenção. Esses voluntários passam a ser multiplicadores de conhecimento e importantes parceiros na proteção da população”, destacou.

A atividade prática teve como objetivo proporcionar aos participantes uma visão mais próxima da realidade encontrada nas áreas monitoradas pela Defesa Civil, permitindo compreender como fatores geológicos, ambientais e estruturais podem influenciar na ocorrência de situações de risco.

Trabalho prático no campo

O engenheiro Jeffiter Rodrigues de Oliveira, acrescenta que a etapa em campo é essencial para consolidar o aprendizado desenvolvido durante a capacitação. “A teoria fornece a base do conhecimento, mas é no campo que conseguimos visualizar os processos acontecendo e entender melhor os fatores que contribuem para o surgimento de riscos. Durante a atividade, os participantes puderam observar características do terreno, identificar vulnerabilidades e compreender como pequenas alterações no ambiente podem gerar impactos significativos. Esse olhar técnico e preventivo faz toda a diferença no trabalho que eles desenvolverão junto às comunidades”, explicou.

Ao longo da formação, os voluntários receberam orientações sobre percepção de riscos, monitoramento de áreas vulneráveis, comunicação comunitária e procedimentos básicos de proteção e defesa civil. Com a conclusão do curso, os integrantes dos núcleos passam a atuar na disseminação de informações preventivas, identificação precoce de problemas e apoio às ações voltadas para a redução de riscos nas comunidades onde vivem.
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