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26 de junho, de 2026 | 16:00

Peça autoral do bairro Planalto é atração gratuita no Parque Ipanema

Divulgação
Montagem autoral do grupo inicia turnê por espaços públicos da cidade, ampliando o acesso à culturaMontagem autoral do grupo inicia turnê por espaços públicos da cidade, ampliando o acesso à cultura
O novo espetáculo da Oficina Permanente de Teatro do Laboratório de Atividades de Expressão (LAE), do bairro Planalto II, será apresentado com entrada franca, neste sábado (27) e domingo (28), às 18h, no Teatro de Arena José Lopes Sobrinho, no Parque Ipanema, em Ipatinga. Após a estreia no Teatro Zélia Olguin, em maio, a montagem inicia a turnê por espaços públicos da cidade e também por instituições públicas de ensino, ampliando o acesso à cultura.

Conforme a assessoria, a peça “O Mistério do Caboclo D’Água” marca o primeiro trabalho totalmente autoral do LAE e coloca em cena aspectos da mineiridade por meio do rico universo do folclore brasileiro. A montagem mergulha no mito do Caboclo D’Água - personagem misterioso e pouco conhecido do imaginário popular - e convida o público a uma viagem por encantamentos, memórias, crenças e tradições que habitam a cultura popular brasileira.

Com dramaturgia e direção de Marrione Warley, o espetáculo se passa em uma pequena cidade do interior, onde antigos boatos sobre uma força misteriosa que habita o rio voltam a circular quando acontecimentos inexplicáveis passam a perturbar a vasta área verde que corta o distrito. O que a imprensa insiste em chamar de lenda, talvez não seja apenas fruto da imaginação popular: a mata parece vigiar, as águas murmuram segredos e algo antigo desperta sob a superfície.

Movidas pelo desejo de aventura e pela urgência em provar que não se trata apenas de fantasia, um grupo de crianças decide investigar o mistério que inquieta os moradores. Porém, a curiosidade as conduz por caminhos que os adultos evitam mencionar -histórias interrompidas, silêncios prolongados e olhares que se desviam quando o assunto é o rio.
À medida que avançam em sua investigação, as fronteiras entre mito e realidade tornam-se cada vez mais tênues. O Caboclo D’Água - guardião das correntezas e memória viva do território - surge não como simples personagem do imaginário popular, mas como uma presença ancestral e pulsante, que reage às marcas deixadas pelo tempo e pela ação humana. Entre coragem e medo, encanto e inquietação, as crianças descobrem que o verdadeiro perigo talvez não esteja apenas no desconhecido, mas nas verdades que insistem em permanecer submersas. A aventura deixa de ser brincadeira quando o rio começa a responder.

"Ao utilizar símbolos do folclore brasileiro para abordar temas contemporâneos, a montagem sugere que o verdadeiro 'monstro' talvez não seja o Caboclo D’Água, mas as ações humanas que ferem a natureza, silenciam memórias e destroem vidas. O rio e a criatura tornam-se, assim, símbolos de resistência, memória e justiça ambiental", conclui a assessoria. A montagem integra o projeto “Mineiridades em Cena: Pesquisa e Montagem”, aprovado no Edital nº 08/2024 da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), do governo federal, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG).
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