27 de junho, de 2026 | 07:35
Ponte Mauá será reaberta para transporte de minério e deve retirar 150 caminhões por dia das áreas urbanas em Timóteo
Alex Ferreira/Arquivo DA
Estrutura sobre o rio Piracicaba, em Cachoeira do Vale, volta a operar na terça-feira após cerca de dez anos desativada; mineradora afirma ter investido R$ 10 milhões na nova rota logística
Estrutura sobre o rio Piracicaba, em Cachoeira do Vale, volta a operar na terça-feira após cerca de dez anos desativada; mineradora afirma ter investido R$ 10 milhões na nova rota logísticaEstá agendada para terça-feira (30), às 10h, a reabertura da Ponte Mauá, sobre o rio Piracicaba, no distrito de Cachoeira do Vale, em Timóteo. Construída na década de 1940 para uso ferroviário, a estrutura passará a ser utilizada por caminhões da mineradora Bemisa, responsável pela operação das minas Baratinha e Mongais, em Antônio Dias.
Segundo apurado pelo Diário do Aço junto à empresa, foram investidos R$ 10 milhões na implantação de uma nova rota logística para o escoamento da produção de minério de ferro. A expectativa é retirar cerca de 150 caminhões por dia do perímetro urbano de Coronel Fabriciano e Timóteo, reduzindo o fluxo de carretas e as emissões de carbono na região.
O tráfego intenso de veículos pesados pelo distrito de Cachoeira do Vale vinha sendo alvo de constantes reclamações de moradores em razão dos impactos causados à mobilidade e ao meio ambiente.
A reabertura da Ponte Mauá era aguardada desde 2025, conforme noticiado pelo Diário do Aço.
Alex Ferreira/Arquivo DA
Recuperação da ponte contemplou intervenção em área de preservação e medidas de reparação
Recuperação da ponte contemplou intervenção em área de preservação e medidas de reparação Nova rota liga mineradora à Estrada de Ferro Vitória a Minas
De acordo com a Bemisa, a reativação da Ponte Mauá cria um corredor logístico dedicado, conectando diretamente a operação da empresa à Estrada de Ferro Vitória a Minas. A estrutura estava desativada havia cerca de dez anos. Leia sobre o fechamento: Ponte Mauá é fechada em Timóteo.Com a mudança, o transporte deixará de utilizar o trecho urbano da avenida Belo Horizonte, em Cachoeira do Vale, rota adotada desde 2019, passando a contar com um acesso considerado pela empresa mais eficiente e separado do trânsito das cidades.
"O projeto viabiliza a reativação da Ponte Mauá, desativada há cerca de 10 anos, criando um corredor logístico dedicado que conecta diretamente a operação da mineradora à Estrada de Ferro Vitória a Minas. A nova rota substitui o trecho urbano da Avenida Belo Horizonte, utilizado desde 2019, por um acesso mais eficiente e dissociado do tráfego da cidade", informou a companhia.
Empresa prevê redução nas emissões e melhora da mobilidade urbana
A Bemisa afirma que a nova rota permitirá reduzir aproximadamente 2 mil toneladas de dióxido de carbono (CO₂) por ano nas operações destinadas ao Terminal de Cargas Bemisa.Ainda segundo a empresa, a alteração elimina a exposição da operação às restrições e aos riscos do tráfego urbano, aumentando a confiabilidade e a previsibilidade do ciclo logístico.
A mineradora também sustenta que a população será beneficiada com a redução de congestionamentos, melhora da segurança viária e maior fluidez no trânsito em um dos principais corredores urbanos do Vale do Aço. Conforme a empresa, a iniciativa integra sua estratégia de desenvolvimento sustentável e de busca por soluções logísticas mais eficientes e ambientalmente responsáveis.
Alex Ferreira/Arquivo DA
A Ponte Mauá, sobre o rio Piracicaba, entre Timóteo e Coronel Fabriciano foi construída na década de 1940, pela Companhia Vale do Rio Doce, para fins ferroviários
A Ponte Mauá, sobre o rio Piracicaba, entre Timóteo e Coronel Fabriciano foi construída na década de 1940, pela Companhia Vale do Rio Doce, para fins ferroviários
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