29 de junho, de 2026 | 11:32
E não é que ''eles'' conseguiram?! O Ipatinga FC chega ao fundo do poço
Diário do Aço *
O desfecho da temporada desastrosa do Ipatinga Futebol Clube se consumou no último sábado (27), com a vergonhosa derrota de 6 a 0 para o Villa Nova e o consequente rebaixamento à Terceira Divisão do Campeonato Mineiro, a três rodadas de se encerrar a fase de classificação. Resultado e rebaixamento previstos desde os meses antes de começar a competição; não por responsabilidade dos aguerridos jovens jogadores do Sub-20 que defenderam a equipe nos sete jogos, fizeram o que o limite de suas forças e limitações técnicas impuseram. Alguns até terão futuro no futebol, com certeza.Os culpados têm nome, sobrenome, redes sociais e etc.: os dirigentes”, CEOS” e afins da tal SAF do clube, que conseguiram o mais desastroso feito” da história de um clube que tem nome e camisa” em nível nacional. E tudo aparentemente bem pensado, pois é impossível acreditar que alguém com esse planejamento” esperaria sobreviver a um campeonato tão difícil como o Módulo B.
Transferindo responsabilidade
Promessas, mentiras e transferência de responsabilidades foram a tônica desde o início do ano, tentando justificar a incompetência e falta de vontade de manter o clube na divisão de acesso do Estadual. E, pior, iludindo parte dos torcedores, que por meio de redes sociais, acreditavam no projeto” e atacavam quem (como nós, do Diário do Aço) alertava para um desastre iminente. Quem não se lembra da promessa, segundo a qual o dinheiro do transfer ban já está no caixa?!”. E das falácias de que seria montado um elenco competitivo, com jogadores vindos de grandes clubes da capital?Em tempo: o Diário do Aço, desde o início de 1998, participa, apoia e teve ações em prol do surgimento e perenidade do clube, não somente com linhas escritas em suas páginas e no seu site, mas muitas gestões de bastidores para consumar parcerias vitais.
Faltam credibilidade e conhecimento
Com dirigentes desconhecidos, sem credibilidade, sem experiência no meio do futebol, que não apresentaram esforços para controlar a crise, o Ipatinga naufragou e chegou ao fundo do poço com os mesmos problemas de sempre: dívidas superiores a R$ 40 milhões eninguém acreditando em seu novo projeto”.E mais, a tal Recuperação Judicial” ainda não foi efetivada, apesar dos vários anúncios como se fosse verdade, pois as centenas de credores não foram notificados a participar de uma assembleia para decidir como irão receber seus créditos... A mentira, a omissão, seguem como tônica.
Desde 2017, na administração do ex-presidente Cristiano Araújo, o clube foi refeito”, atraiu apoios, dos mais diversos, patrocínios de peso, saiu da Terceirona como campeão, com força e credibilidade. Por meio do envolvimento de Cristiano e a prospecção de vários parceiros, o clube ressurgiu e voltou, poucos anos depois, à 1ª Divisão do Estadual. Disputou honrosamente a divisão de acesso ano passado e, quando se esperava algo melhor, ante as promessas, festas, recepções pomposas em hotel de luxo, a máscara caiu. Tudo não passou de uma farsa.
Estádio e CT de graça
Não se sabe o que almejam esses dirigentes”, que em momento algum podem reclamar de apoio. Afinal, têm um estádio do porte do Ipatingão 0800” para treinar e jogar; o clube dispõe de uma das áreas mais privilegiadas da cidade como centro de treinamento, igualmente cedido graciosamente (por meio de comodato) pela Usiminas; uma agremiação com respaldo de anos no mercado, capaz de captar jogadores por meio de empresários de qualquer parte do país.O mínimo a ser fazer a cada temporada: levantar recursos e, como nos anos anteriores pelas administrações tão criticadas por esses gestores” como ruins, montar uma equipe razoavelmente competitiva. A conversa fiada e a ilusão aos torcedores venceram. Quanto ao futuro, ninguém sabe, pois o recomeço diante de tanta falta de credibilidade, de conhecimento do negócio futebol”, de boa vontade, não há como prever, sobretudo no momento em que vemos agremiações cada vez mais organizadas, competitivas e anos luz à frente em matéria de gestão, em relação ao Ipatinga Futebol Clube.
Símbolo é rasgado
Jogaram na lata do lixo a paixão do torcedor. Em qualquer esquina da cidade o Ipatinga Futebol Clube é reverenciado como um símbolo do município; em qualquer campanha mediana, público de 5 mil torcedores é normal no estádio e os parceiros/patrocinadores espontâneos sempre surgiram em bom número. Reconquistar essa paixão também não será tarefa para amadores, mentirosos e descompromissados. Oremos para que o Ipatinga FC não seja apenas um retrato na parede” a partir deste 2026.* Editorial
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