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03 de julho, de 2026 | 07:23

Diarista presa por matar casal de idosos em Belo Hotrizonte passa por audiência de custódia nesta sexta-feira

Mulher de 30 anos confessou o latrocínio à Polícia Civil e está presa em Ribeirão das Neves. Defesa informou que avalia pedir exame de insanidade mental durante o processo

Reprodução de vídeo
Aos policiais, a mulher confessou a autoria do latrocínio de idosos; se condenada ela pode pegar mais de 60 anos de cadeia por causa do crime Aos policiais, a mulher confessou a autoria do latrocínio de idosos; se condenada ela pode pegar mais de 60 anos de cadeia por causa do crime

A diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, presa sob acusação de matar um casal de idosos em Belo Horizonte, passa por audiência de custódia na tarde desta sexta-feira (3). A expectativa é que a Justiça analise a legalidade da prisão em flagrante e decida sobre a conversão da medida em prisão preventiva. Depois de praticar o latrocínio (roubo seguido da morte das vítimas), a mulher fugiu com o filho e foi presa em um hotel em Itabira.

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) informou que a audiência está marcada para as 13h30, na Central de Audiência de Custódia (CEAC/BH), localizada na Rua Diamantina, no bairro Lagoinha, na Região Noroeste da capital.

Paola foi presa na noite de quarta-feira (1º), em um hotel de Itabira, e, conforme a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), confessou a autoria do latrocínio - roubo seguido de morte - que vitimou o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa dele, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos.

Crime ocorreu no primeiro dia de trabalho

De acordo com a investigação, Paola foi contratada para trabalhar como diarista no apartamento do casal, localizado no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Ela teria sido indicada por um primo das vítimas.

Segundo a Polícia Civil, a mulher entrou no edifício por volta das 7h30 de segunda-feira (29), início do primeiro dia de trabalho. A movimentação dela foi registrada pelas câmeras de segurança do condomínio.

O filho do casal manteve o último contato com Maria Clotilde por volta das 9h30. Mais tarde, às 12h25, um cunhado de Cláudio telefonou para o advogado. Conforme a investigação, ele informou que não poderia assistir ao jogo da Seleção Brasileira porque acompanhava o trabalho da diarista e ainda não tinha confiança para deixá-la sozinha no apartamento.

Investigação aponta que calmante foi colocado em suco

Conforme apurado pela Polícia Civil, durante o almoço a diarista triturou comprimidos de um medicamento calmante e os misturou ao suco consumido pelo casal.

Pouco depois, Maria Clotilde adormeceu na sala e Cláudio descansou no quarto. Segundo a investigação, a suspeita aproveitou o momento para procurar objetos de valor no imóvel.

Ainda de acordo com a polícia, ao perceber que o idoso não estava completamente desacordado, ela foi até a cozinha, pegou uma faca e iniciou o ataque.

A investigação aponta que Cláudio Atala Inácio foi atingido por aproximadamente 40 golpes de faca. Em seguida, a diarista tentou asfixiar Maria Clotilde. Ao constatar que a idosa ainda apresentava sinais vitais, desferiu cerca de 15 facadas contra ela.

A Polícia Civil informou que a faca utilizada no crime foi localizada posteriormente em uma caçamba de lixo e reforçou que as provas reunidas durante a investigação apontam a diarista como responsável pelo duplo homicídio.
Reprodução
Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa dele, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos foram dopados e depois esfaqueados pela diarista, afirma a Polícia Civil Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa dele, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos foram dopados e depois esfaqueados pela diarista, afirma a Polícia Civil

Objetos de valor foram levados do apartamento

Após o crime, segundo a investigação, Paola trocou de roupa e tomou banho no apartamento antes de deixar o local por volta das 15h.

As imagens de monitoramento mostram que ela entrou em um veículo de alto padrão que aguardava nas proximidades do edifício havia cerca de 15 minutos.

Conforme familiares das vítimas, foram levados uma coleção de relógios, joias, dinheiro em espécie, os celulares do casal e uma bolsa de grife. A Polícia Civil informou que os objetos foram vendidos posteriormente na região central de Belo Horizonte.

Na manhã de terça-feira (30), a mulher saiu de casa por cerca de duas horas e retornou. Segundo familiares, ao ser questionada, disse que viajaria com o filho e informou à avó que ficaria hospedada em um hotel.

O casal foi encontrado morto na tarde do mesmo dia. Conforme o sobrinho das vítimas, Henrique Maciel, o filho do advogado estranhou a ausência do pai no trabalho, foi até o apartamento e encontrou os corpos.

Prisão em Itabira e defesa

Paola Stefany Neto Cirino foi presa pela Polícia Civil na noite de quarta-feira (1º), em um hotel de Itabira. Conforme a corporação, ela confessou o crime durante o interrogatório.

Na quinta-feira (2), a mulher foi transferida para o Presídio José Abranches Gonçalves, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde permanece à disposição da Justiça.

O advogado de defesa, Bruno Correia, informou que as manifestações da defesa serão apresentadas ao longo da ação penal, respeitando o devido processo legal e os direitos da acusada.

O defensor acrescentou que estuda a possibilidade de requerer um exame de insanidade mental da cliente: "Nós faremos um estudo muito responsável e técnico dessa documentação para verificar se, ao longo da ação penal, nós formalizaremos algum pedido de insanidade mental da mesma", afirmou o advogado em entrevista à Rádio Itatiaia, na quinta-feira (2).

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Comentários

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Agora Pede Exame

03 de julho, 2026 | 07:59

“Parece lícito m4t4r para depois pedir exames de insanidade mental.”

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