04 de julho, de 2026 | 07:29

Professor e escritor do Vale do Aço lança livro que propõe reflexão sobre machismo na infância

Divulgação
Rodrigo Cristiano Alves também busca sensibilizar adultos sobre comportamentos culturaisRodrigo Cristiano Alves também busca sensibilizar adultos sobre comportamentos culturais

O professor e escritor Rodrigo Cristiano Alves lança neste sábado (4), às 15h, a obra “Pequeno Livro para Grandes Meninos”. O evento ocorrerá no Entrenós Café, localizado na rua Estados Unidos, número 36, no bairro Cariru, em Ipatinga. O livro é voltado ao público infantil, mas também busca sensibilizar os adultos sobre comportamentos e estereótipos que ainda são transmitidos às crianças.

Em entrevista à reportagem do Diário do Aço, o autor explicou que o livro não trata o machismo de forma explícita, mas convida o leitor à reflexão.

“De forma poética, ele mostra como esse machismo é construído. É composto por pequenas poesias e frases que são pontos de partida para grandes reflexões. É um menino que se torna adulto e começa a questionar o que viveu na infância. Acredito que todos os homens que lerem o livro vão se identificar, em algum momento, com alguma das situações apresentadas”, destaca.

Na obra, Rodrigo apresenta exemplos de comportamentos que considera comuns no cotidiano e que acabam reforçando estereótipos. “Menino não pode brincar de boneca, não pode brincar de cozinhar, não pode usar rosa, não pode chorar. Também existe a ideia de que menino pode chegar em casa a qualquer hora, mas menina não. São comportamentos que as crianças aprendem no ambiente familiar e acabam reproduzindo depois”, detalhou ao jornal.

O lar é o exemplo


O escritor acrescentou que a construção do respeito entre meninos e meninas começa dentro de casa. “Eu acredito que esse é um papel muito mais da família do que da escola. A escola já avançou muito nessas questões e ajuda a formar cidadãos críticos e preparados para o mundo, mas a educação para o respeito tem que partir da família. A escola reforça esses valores, mas o papel principal é das famílias”, pontuou.

Ele enfatizou que o livro não tem a intenção de apresentar respostas prontas ou impor uma lição de moral. “Não existe um manual de boas práticas e eu não gosto de dizer que este livro traz uma lição de moral. Ele apresenta situações que servem como princípio para o diálogo. Se eu conseguir fazer pai ou uma mãe ser mais consciente e respeitar a individualidade de cada criança e entender que não cabe mais esses comportamentos culturais, já me sinto muito realizado”, concluiu.
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Comentários

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Analista

04 de julho, 2026 | 07:58

“Fui criado à moda antiga e agradeço muito pela criação que tive. Minha criação foi de pai e mãe falar e e eu tinha que obedecer, senão entrava na correia, na taca. Fui criado assim. Meu avô era bom, mas era sistemático. Então, na nossa família foram formados homens trabalhadores e mulheres trabalhadoras. Todos estudaram e se formaram, 13 filhos. Ninguém dos meus irmãos ou irmãs deram errado na vida. Todos deram certo pela criação que papai deu e mamãe também foi uma criação de muito respeito pai e mãe falava e filho abaixava a cabeça se respondesse mal apanhava e era muito o coro na infância faz bem quem apanha aprende dez de cedo que. Vida não é fácil agora quem não apanha cresce e vira vagabundo”

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