04 de julho, de 2026 | 07:20
Preservação do Colégio Angélica ainda sem garantias
Silvia Miranda
Conjunto arquitetônico com cerca de 16 mil metros é tombado por meio de decreto municipal
Por Silvia Miranda
Conjunto arquitetônico com cerca de 16 mil metros é tombado por meio de decreto municipalA preservação do prédio histórico do antigo Colégio Angélica continua indefinida, e a situação preocupa uma parcela dos fabricianenses, que mantém ligação histórica e afetiva com o antigo educandário. Passados mais de 30 dias da confirmação da venda do imóvel, a administração municipal ainda aguarda autorização para fazer uma vistoria e verificar as condições do prédio. A Diretoria do Departamento de Cultura da prefeitura espera obter uma resposta na próxima semana.
Considerado um dos imóveis mais antigos de Coronel Fabriciano, o imponente prédio foi construído há 76 anos, inicialmente para a oferta de educação infantil e, anos depois, passou a funcionar como escola de magistério. Sua arquitetura tem influência neoclássica e colonial e, além do valor histórico, o prédio carrega uma importância afetiva para a história da cidade.
Conforme já noticiado pelo Diário do Aço, no fim do mês de maio, o imóvel pertencia às Irmãs Carmelitas, mas foi vendido para o grupo supermercadista de Governador Valadares, Coelho Diniz.
A notícia despertou grande preocupação quanto à possibilidade de demolição da edificação, já que ela está localizada na principal rua comercial do Centro da cidade e ocupa um amplo terreno. O prefeito Sadi Lucca tabém se manifestou pela preservação.
Tratativas
Há mais de 30 dias, o Conselho Municipal do Patrimônio Histórico, presidido pelo gerente de Cultura da Prefeitura de Coronel Fabriciano, Teco Teixeira, reuniu-se para debater a situação da propriedade e definir quais providências seriam tomadas para garantir sua preservação.
Ficou definido, em ata assinada pelos membros do conselho, que seria solicitada à empresa proprietária autorização para a realização de uma vistoria interna no prédio, a fim de verificar seu estado de conservação e certificar a existência de todo o acervo histórico, composto por imagens, fotografias e demais objetos que integravam o patrimônio do colégio e que, segundo o decreto de tombamento, devem ser preservados.
Segundo informações repassadas à reportagem do Diário do Aço pelo Departamento de Cultura da Prefeitura de Coronel Fabriciano, ainda não há autorização para as ações no prédio. O departamento aguarda uma resposta do grupo Coelho Diniz na próxima semana.
Apreensão
No dia 30 de maio, um grupo de pessoas se reuniu em frente ao colégio para um abraço simbólico em defesa da preservação do prédio. Participaram do ato ex-funcionárias, ex-professoras e pais de ex-alunos, todos preocupados com o futuro do patrimônio.
O grupo formou uma comissão para acompanhar as tratativas e relata profunda preocupação, já que, desde as primeiras informações divulgadas, não houve qualquer novidade sobre o assunto nem qualquer garantia, por parte dos novos proprietários, de que o prédio será preservado. Os integrantes temem que o tema caia no esquecimento e que, como consequência, a construção continue se deteriorando até que, em um futuro próximo, sua demolição seja apresentada como inevitável.
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Bom
06 de julho, 2026 | 12:52Se o povo fosse unido e dependendo do que a empresa vai fazer com o prédio, se fizer coisas contra o povo e a memória da cidade é fácil de resolver.
É só boicotar o supermercado deles, não comprar nada , ninguém entrar lá.”
Jurubeba
04 de julho, 2026 | 15:44Se nem as irmãs Carmelitas se preocuparam e transformou a escola em dinheiro no bolso delas, o empresário que comprou que vai se importar. As eleições vem aí para fazer uma cortina de fumaça e com isso o princípio da oportunidade vai ser usado. Podem printar este comentário aqui, antes de Dezembro esse prédio será lembranças de um tempo bom que já se foi.”
Jose Filho
04 de julho, 2026 | 11:52Se escola fosse importante no presente, nao estaria precarizada e sem recursos, achonque devem manter a fachada e vida que segue”
Fabricianense
04 de julho, 2026 | 10:44Esse jj abaixo (bem baixo mesmo) é um destes seres imbecis, que habitam a internet. um povo sem respeito aos valores culturais e históricos de seu próprio povo.”
Jj
04 de julho, 2026 | 10:17Como dizia a Saudosa dona Armênia:
"Poe na chão"!”
Amadeu
04 de julho, 2026 | 07:54Está no chão breve, kd os políticos de Fabri...vamos ajudar a preservar.”