04 de julho, de 2026 | 09:00
Justiça acata pedido do MPMG e decreta prisão de diarista que confessou assassinato cruel de idosos em Belo Horizonte
Reprodução de vídeo
Presa em Itabira, Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, confessou que dopou os dois idosos com remédios e depois os matou a facadas com a intenção de roubar-lhes bens materiais
Presa em Itabira, Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, confessou que dopou os dois idosos com remédios e depois os matou a facadas com a intenção de roubar-lhes bens materiais A Justiça acatou o pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e decretou a prisão preventiva da diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, investigada pela morte de dois idosos, o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa dele, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos, ocorrida segunda-feira, 29/6, dentro de um apartamento localizado no bairro São Pedro, na região Sul de Belo Horizonte, conforme já noticiado pelo Diário do Aço.
A decisão ocorreu na tarde desta sexta-feira, 3 de julho, durante audiência de custódia realizada na Central de Audiência de Custódia (CEAC/BH). A audiência foi acompanhada pela promotora de Justiça Maria José Figueiredo Siqueira e Magalhães, que atua na Central de Recepção de Flagrantes do Sistema de Defesa Social e de Justiça Criminal.
Em manifestação feita na audiência, a promotora de Justiça justificou que a prisão preventiva é necessária para garantir a ordem pública, já que a disposição da acusada de matar para subtrair bens patrimoniais demonstra risco à sociedade.
Além disso, a medida visa assegurar a conveniência da instrução criminal - uma vez que a conduta de Paola Stefany após o crime revelou o intuito de ocultar provas ao descartar uma blusa ensanguentada e trocar de roupa - e evitar o risco de fuga, visto que ela saiu de Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana, e foi presa em um hotel em Itabira, na companhia do filho ainda criança.
A promotora destacou ainda que se trata de dois crimes de latrocínio em concurso material, os quais são inafiançáveis, o que reforça a incompatibilidade com a liberdade provisória e torna a prisão a única medida cautelar cabível para a tutela da ordem pública e do processo.
Ainda para justificar o pedido, o MPMG argumentou que, neste momento processual, há indícios robustos de autoria, uma vez que foram apreendidos os bens subtraídos e R$ 18.810,00 em poder da autuada, além da localização de uma faca de caça utilizada no crime, o que reforça a necessidade da cautelar.
O caso permanece em investigação pela Polícia Civil que, assim que finalizar o inquérito policial, poderá indiciar a diarista e remeter os autos ao MPMG e à Justiça. O PCMG já informou que não há dúvida sobre a autoria do crime e nessa fase a investigação busca saber se há outros envolvidos no crime.
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