09 de julho, de 2026 | 18:42
Justiça revoga prisão preventiva de vereador de Ipaba
Wellington Fred + Reprodução
Manoel Messias de Almeida estava preso desde 8 de abril. Decisão proferida em audiência no Fórum de Ipatinga permite que ele responda ao processo em liberdade
Manoel Messias de Almeida estava preso desde 8 de abril. Decisão proferida em audiência no Fórum de Ipatinga permite que ele responda ao processo em liberdadeA Justiça revogou a prisão preventiva do vereador de Ipaba, Manoel Messias de Almeida, de 50 anos, investigado por suposto abuso sexual contra a sobrinha-neta, uma jovem de 20 anos. A decisão foi tomada no fim da tarde desta quinta-feira (9), durante audiência no Fórum da Comarca de Ipatinga.
Conforme apurado pela reportagem do Diário do Aço, o magistrado responsável pelo caso determinou a revogação da prisão preventiva. Com isso, o vereador deverá ser colocado em liberdade para responder ao processo em liberdade, permanecendo sujeito às determinações judiciais.
A reportagem procurou o advogado de defesa de Manoel, o criminalista Ignacio Luiz Gomes de Barros Júnior. Ele informou que não irá se manifestar neste momento, pois aguarda a publicação da decisão judicial.
Vereador estava preso desde abril
Manoel Messias de Almeida estava recolhido ao sistema prisional desde 8 de abril, quando foi cumprido um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça no âmbito da investigação instaurada para apurar a denúncia apresentada pela sobrinha-neta do parlamentar.A prisão cautelar foi decretada durante a fase de investigação e não representa condenação. O mérito da acusação ainda será analisado pela Justiça ao longo da tramitação do processo.
Entenda o caso
Conforme noticiado pelo jornal Diário do Aço, a ordem de prisão foi expedida pelo Juízo da 2ª Vara Criminal da Comarca de Ipatinga, depois da investigação iniciada quando a jovem de 20 anos procurou a unidade da Polícia Civil em Ipaba para denunciar um suposto abuso ocorrido no dia 5 de março.Segundo o depoimento prestado pela denunciante, a conjunção carnal teria ocorrido em um contexto de vulnerabilidade, uma vez que ela alegou estar impossibilitada de oferecer resistência em razão de intoxicação alcoólica potencializada pelo uso de medicamentos.
Na ocasião da prisão, a Polícia Civil informou, por meio de nota, que "após produção de elementos de provas subjetivas e técnicas, a autoridade policial representou pela prisão cautelar do suspeito. A medida foi deferida pelo Poder Judiciário após parecer favorável do Ministério Público".
Durante o cumprimento do mandado, os policiais civis apreenderam um aparelho celular que estava em poder do investigado. O equipamento foi encaminhado para os procedimentos periciais e demais diligências relacionadas à investigação.
Caso teve repercussão
A investigação ganhou ampla repercussão nas mídias sociais depois que a sobrinha-neta do vereador passou a relatar publicamente a acusação. A denúncia também motivou manifestações populares em frente à Câmara Municipal de Ipaba.Com a decisão desta quinta-feira, a prisão preventiva foi revogada, e Manoel Messias de Almeida passará a responder ao processo em liberdade. A ação penal seguirá seu curso regular, cabendo ao Poder Judiciário analisar as provas produzidas pelas partes antes do julgamento do mérito da acusação.
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