10 de julho, de 2026 | 11:11
Tribunal de Justiça mantém suspensão de escolas cívico-militares em Minas
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
Desembargadores da 19ª Câmara Cível validaram uma ordem do TCE-MG que proibiu o governo de dar continuidade ao modelo nas nove escolas que já o adotavam e também de implantá-lo em novas unidades
Desembargadores da 19ª Câmara Cível validaram uma ordem do TCE-MG que proibiu o governo de dar continuidade ao modelo nas nove escolas que já o adotavam e também de implantá-lo em novas unidadesO Tribunal de Justiça de Minas Gerais decidiu, por maioria dos votos, nesta quinta-feira (9), manter a suspensão das escolas cívico-militares no estado a partir do segundo semestre deste ano. A informação foi divulgada pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), que destacou sua atuação contra a militarização das escolas públicas. Cabe recurso da decisão.
Além de mobilizações, debates com a comunidade e audiências públicas, o Sind-UTE/MG ajuizou representação, assim como a denúncia apresentada ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) pela deputada Beatriz Cerqueira (PT), apontando supostas irregularidades, como ausência de lei estadual que autorize o programa, risco de desvio de recursos da educação e falta de previsão orçamentária específica.
Decisão
Na decisão desta quinta-feira, o TJMG manteve a validade da decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG), que determina a descontinuidade das escolas cívico-militares da rede estadual a partir do atual ano letivo.O julgamento terminou em 2 votos a 1, com prevalência do entendimento que proíbe a criação de novas unidades e determina o encerramento das nove escolas já em funcionamento.
Votos
O relator, desembargador Wagner Wilson, votou pela manutenção parcial da decisão do TCE. Ele considerou irregular a expansão do modelo sem previsão legal e orçamentária, mas defendeu a permanência das nove unidades existentes por entender que representam continuidade de um programa já em execução.A divergência foi aberta pelo desembargador Pedro Carlos Bitencourt Marcondes, que votou pela aplicação integral da decisão do TCE. Para ele, as irregularidades apontadas atingem todo o programa, incluindo as escolas já implantadas. O posicionamento foi acompanhado pela maioria do colegiado.
Entendimento
Com isso, o TJMG fixou o entendimento de que o modelo cívico-militar não pode ser expandido nem mantido na rede estadual nas condições atuais, devendo as nove unidades existentes ser descontinuadas em 2026.No fim de 2025, o TCE apontou ausência de lei específica para instituir o modelo e falhas na previsão orçamentária. O órgão também questionou a utilização de recursos por meio do Projeto Somar e a adoção do programa por resolução conjunta, sem respaldo em legislação formal.
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10 de julho, 2026 | 11:51Policiamento ostensivo e preservação da ordem este é o papel constitucional da PM.”