16 de julho, de 2026 | 09:07

Segunda fase da Operação Sanitas foca novos investigados por comércio ilegal de canetas emagrecedoras no Vale do Aço

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (16), a segunda fase da Operação Sanitas, com o objetivo de combater a comercialização ilegal de medicamentos injetáveis utilizados para emagrecimento. A ação é realizada em conjunto com a Receita Federal e cumpre 11 mandados judiciais de busca e apreensão nas cidades de Coronel Fabriciano, Caratinga e Belo Horizonte.

Segundo a Polícia Federal, a nova etapa da operação é resultado do aprofundamento das investigações iniciadas na primeira fase, que teve como alvos influenciadores digitais suspeitos de divulgar e comercializar produtos sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

As investigações apontam a existência de novos grupos que, em tese, atuariam na importação clandestina, armazenamento, fracionamento, divulgação e venda de medicamentos injetáveis destinados ao emagrecimento. Entre os produtos investigados estão substâncias como tirzepatida, retatrutida e outros medicamentos de origem estrangeira introduzidos no país sem autorização sanitária.

A denominação "Sanitas" faz referência à saúde, à salubridade e à preservação das condições sanitárias dos produtos oferecidos aos consumidores.

Alvos no Vale do Aço

No Vale do Aço, um empresário de Coronel Fabriciano teve a residência e o estabelecimento comercial vistoriado por equipes da Polícia Federal e da Receita Federal.

Em Ipatinga, agentes federais cumpriram diligências na residência de uma influenciadora digital, no bairro Caravelas. Outra influenciadora da cidade, que já havia sido alvo da primeira fase da Operação Sanitas, também voltou a ser alvo de buscas nesta quinta-feira.

Até o momento, a Polícia Federal não divulgou os nomes dos investigados nem informou se houve prisões durante a operação.

Investigação continua

A Operação Sanitas busca identificar toda a cadeia de comercialização dos medicamentos investigados, desde a entrada irregular dos produtos no Brasil até a venda ao consumidor final. Os materiais apreendidos durante o cumprimento dos mandados serão analisados e poderão subsidiar o avanço das investigações.

Os investigados poderão responder, conforme a evolução do inquérito e a individualização das condutas, por crimes relacionados à importação e comercialização irregular de medicamentos, além de eventuais infrações contra a saúde pública previstas na legislação brasileira.

Divulgação


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