22 de julho, de 2026 | 15:00

Sargento da PM suspeito de matar capitã vai ficar preso preventivamente

Marcelo Almeida/TJMG
A decisão é do juiz Antônio Francisco Gonçalves, da Central de Audiências de Custódia da Comarca de Belo HorizonteA decisão é do juiz Antônio Francisco Gonçalves, da Central de Audiências de Custódia da Comarca de Belo Horizonte

Com informações do TJMG
O sargento da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) Eduardo Abner Pereira de Oliveira, investigado pela morte da esposa, a capitã PM Michele Leão Azevedo, teve a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva nesta quarta-feira (22/7).

A decisão, proferida em audiência de custódia, é do juiz Antônio Francisco Gonçalves, da Central de Audiências de Custódia (Ceac) da Comarca de Belo Horizonte.

O magistrado entendeu que “a segregação cautelar era necessária para a garantia da ordem pública”.

Na terça-feira (21/7), o juízo havia decretado segredo de Justiça do Auto de Prisão em Flagrante Delito (APFD), restringindo o acesso público a informações do processo, com a intenção de resguardar direitos fundamentais dos envolvidos, como a intimidade e a vida privada.

Lesões


Segundo o Boletim de Ocorrência (BO), o policial militar foi preso em flagrante após levar a esposa, já morta, ao Hospital Odilon Behrens, na região Noroeste da Capital. A policial apresentava múltiplas lesões pelo corpo e, segundo a médica responsável pelo atendimento, tinha um quadro de assistolia, compatível com parada cardiorrespiratória instalada há tempo considerável.

Ainda conforme o BO, a equipe médica identificou múltiplas lesões pelo corpo da capitã, entre elas traumatismo craniano, ferimentos nas pernas, hematomas, marcas lineares compatíveis com chicotadas e um corte de grandes proporções na região frontal da cabeça. Diante dos indícios de violência, a Polícia Militar foi acionada.

Na audiência de custódia, o juiz Antônio Francisco Gonçalves determinou a expedição do mandado de prisão preventiva do sargento militar e intimou sua defesa e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) a se manifestarem. Agora, será dado encaminhamento para as etapas seguintes da investigação criminal e da ação penal.
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