06 de janeiro, de 2016 | 20:00
Justiça federal determina retomada de obras na BR-381
Juíza pediu acompanhamento da PM no local
IPATINGA - A Justiça Federal determinou que o Consórcio Isolux-Corsán-Engevix retome a obra dos lotes 1 e 2 (Governador Valadares a Jaguaraçu/Marliéria) da BR-381 nesta quinta-feira (7/1). A juíza Federal da 2ª Vara da Subseção Judiciária de Ipatinga, Dayse Starling, solicitou também acompanhamento da Polícia Militar. A obra está paralisada desde o mês de junho do ano passado, em razão do não pagamento das empresas subcontratadas.
A obra deveria ter sido retomada no mês de dezembro. Conforme acordado, o consórcio reiniciaria os trabalhos desde que o Dnit depositasse R$ 24,292 milhões, em juízo. Os empresários das subcontratadas pela Isolux estiveram no local para evitar o reinício dos trabalhos, entretanto, ao chegar, encontraram alguns funcionários, que acabaram deixando a obra.
As empresas subcontratadas cobram o pagamento pelo serviço na obra de duplicação da BR-381. Os empresários chegaram a queimar pneus na porta do escritório da Isolux, em Santana do Paraíso. Não recebemos o que foi prometido. Só conversa. A maioria dos empresários vai tentar impedir o reinicio da obra. Não concordamos com isso”, afirma o grupo.
Nessa quarta-feira (6), os empresários enviaram uma carta para a juíza federal. No documento, eles relatam que do grupo de 23 empresas, algumas já fechadas, enquanto outras enfrentam dificuldades para se manter, em razão do endividamento causado pelo não recebimento pelos serviços prestados. A dívida se arrasta desde o ano de 2014, e os subcontratados se dizem desesperados, com funcionários sem receber e demissões, cujos acertos não conseguem quitar.
Fornecedores em todo o Vale do Aço nos cobram, indo para a porta de nossas casas, em frente das nossas famílias. Estamos sendo humilhados diariamente, sem ter como pagar nossas dívidas. Agora nos deparamos com a notícia que esta mesma empresa que nos deve e causa tanto sofrimento, irá reiniciar as obras com outras empreiteiras”, diz um trecho da carta.
Por meio do documento, o grupo observa que é o último fio de esperança para resgatar um mínimo de dignidade que resta para com funcionários, fornecedores e familiares. A dívida da Isolux com as empresas é de aproximadamente R$ 1,8 milhão.
Recentemente, o consultor do Movimento Nova 381, Cláudio Veras, disse ao DIÁRIO DO AÇO que tem acompanhado a situação, acrescentando que foi informado de uma tentativa da Isolux no sentido de chegar a um acordo e pagar as empresas contratadas. É importante que pague e também que cumpra com aquilo que tratou com o Dnit em relação aos serviços. Nos colocamos à disposição para o que for possível e torcemos para que tudo termine bem”, ponderou.
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