23 de dezembro, de 2020 | 07:45
Presídio de Itabira é desativado e presos e servidores remanejados para outras unidades
Por causa de uma decisão judicial, o presídio de Itabira está sendo desativado e os presos e servidores lotados naquela unidade remanejados para outras unidades, pelo Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG). O motivo é uma antiga pendenga jurídica que envolve a Justiça do Estado de Minas Gerais e a mineradora Vale.
A unidade prisional está localizada em uma área de autossalvamento e, em caso de rompimento de uma barragem que existe nas proximidades (Itabiraçu), o presidio ficaria isolado ou até mesmo poderia ser atingido pela lama.
Com o histórico de rompimentos de barragens da mineração, a juíza criminal da Comarca de Itabira, Cibele Mourão Barroso de Figueiredo Oliveira determinou a interdição da unidade em 25 de outubro de 2019.
A alternativa era a adoção de um plano de emergência a ser elaborado pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil e a Vale. Esse plano previa a instalação de geradores no presídio, ampliação do reservatório de água e capacitação dos servidores, para o caso de alguma emergência em relação à barragem. O plano, entretanto, não saiu do papel.
Outra possibilidade seria a construção de um novo presídio, em outro local, com capacidade para abrigar 600 detentos. A área chegou a ser oferecida pelo município na Fazenda Palestina, com cerca de 300 hectares. As obras deveriam estar concluídas nesse fim de 2020, mas isso não se concretizou.
Com o impasse, a interdição definitiva do presídio de Itabira foi determinada pela Justiça. Os presos foram remanejados para outras unidades, inclusive do Vale do Aço, assim como os servidores da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) lotados na unidade de Itabira. (Com informações de Bell Silva/O Popular JM)
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