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25 de janeiro, de 2017 | 08:38

Piloto do avião que caiu com Teori tentou pousar duas vezes antes do acidente

Gravação aponta para possibilidade de falha humana em queda de avião em que estava ministro do STF e mais quatro pessoas

Divulgação / FAB
Técnicos da Aeronáutica analisam chip de memória do gravador do avião que caiu com o ministro do STF Teori Zavascki  Técnicos da Aeronáutica analisam chip de memória do gravador do avião que caiu com o ministro do STF Teori Zavascki

As gravações de áudio encontradas no avião que caiu no mar em Paraty (RJ) na quinta-feira, carregando o ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki e outras quatro pessoas, mostram que o piloto da aeronave fez duas tentativas de pouso no aeroporto da cidade antes da queda.

A gravação também mostra que não houve pânico dentro da aeronave antes da queda, e nenhum alarme sonoro foi ativado. As conclusões, até agora, conforme a Aeronáutica apontam para a possibilidade de falha humana - apesar da experiência do piloto - e não para um acidente provocado.

Em outro trecho, o piloto Osmar Rodrigues diz que iria esperar a chuva passar para pousar. Em seguida, escuta-se um barulho e a gravação é interrompida. Como o aeroporto de Paraty não tem torre de controle, o aparelho registrou conversas com outros pilotos que voavam pela região e não com o controlador da torre. Nesse tipo de aeroporto, o piloto pousa sozinho, com o contato visual com a psita, por conta e risco próprios.

Apenas a voz do piloto está nítida na gravação. Outras vozes foram captadas ao fundo, mas estão inaudíveis. Na primeira tentativa de aterrissagem, o piloto disse "estou indo para o setor Eco". A interpretação dos investigadores é de que ele informou que estava indo para o leste ("eco" se refere a letra "e", de "east", leste em inglês).

Ao tentar pousar pela segunda vez, Osmar afirmou: "Tô na final". Ele não relatou nenhum problema na aeronave. Depois, só é possível ouvir o barulho do avião atingindo o mar.
Gravador de voz resgatado em meio a destroços de avião Gravador de voz resgatado em meio a destroços de avião


O aparelho recuperado, chamado de CVR, registra os últimos 30 minutos do voo, que é praticamente a viagem entre São Paulo e Paraty. Ele foi levado para o Laboratório de Análise e Leitura de Dados de Gravadores de Voo (Labdata), do entro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

Além de Teori, a aeronave transportava mais quatro pessoas: o empresário Carlos Alberto Filgueiras, dono do Hotel Emiliano, a massoterapeuta Maira Lidiane Panas Helatczuk, de 23 anos, e a mãe dela, Maria Ilda Panas, de 55 anos, além do piloto.

Na segunda-feira (23) o juiz da 1ª Vara Federal de Angra dos Reis, Raffaele Felice Pirro, decretou o sigilo das investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal sobre a queda do avião. Nesta terça-feira, o MPF e a PF vão ouvir testemunhas do acidente.

Parte dos investigadores que atua no caso do acidente em Paraty trabalhou nas apurações sobre a morte do ex-governador Eduardo Campos em um acidente aéreo em Santos (SP) em plena campanha presidencial de 2014. Na equipe da Polícia Federal que foi deslocada pelo caso há integrantes que atuaram no episódio de 2014, mas a composição não é exatamente a mesma. (Com informações da Agência Estado)
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