08 de fevereiro, de 2017 | 07:33
Negociação trava e mulheres de PMs permanecem nos portões dos quartéis no ES
Governo afirma que policiamento já foi retomado em várias cidades capixabas e vida começa a voltar ao normal
Imagens enviadas por WhatsApp
Grupos pró e contra greve na PM entram em atrito pelas ruas de Vitória, ES
Grupos pró e contra greve na PM entram em atrito pelas ruas de Vitória, ESPermanece sem solução a crise na segurança pública com a paralisação da Polícia Militar do estado do Espírito Santo. Como são impedidos legalmente de fazer greve, policiais mobilizaram familiares, para que ocupassem e bloqueassem as saídas das unidades da PM. O protesto, que tirou o policiamento das ruas gerou o caos em várias cidades capixabas. O número de mortes desde sábado subiu para 75 no quarto dia de greve da Polícia Militar.
Embora tenha classificado como legítimas, as reivindicações dos policiais, o novo comandante da PM capixaba, Nylton Rodrigues, reconheceu que foi um erro a polícia ter abandonado a população à mercê dos criminosos.
Nas mídias sociais, a revolta da população, que inicialmente era contra o governo, mudou o foco contra os próprios policiais em greve. Nesta terça-feira houve registro de embates entre populares que foram às portas dos quarteis exigir que os familiares dos policiais encerrassem os protestos que impedem a saída dos militares das unidades.
O clima de tensão dividiu a população: moradores revoltados com a paralisação e parentes de PMs entraram em confronto na frente do Quartel Central. O movimento grevista encontrou eco no Rio. Famílias de policiais programam iniciar movimento semelhante nesta semana. O comando veio a público desmentir o fato, mas a boataria já se alastrou pelas mídias sociais.
Sem acordo
Mulheres e familiares de policiais militares no Espírito Santo informaram na noite desta terça-feira (7) que, enquanto não houver um diálogo e uma proposta for apresentada, não sairão das entradas dos batalhões para que os PMs voltem ao trabalho.
A mobilização dos familiares dos policiais, nos portões dos quartéis, como forma de pressionar o governo do Espírito Santo a recompor os salários dos militares, foi iniciada no sábado e deixou o estado sem policiamento ostensivo, gerando caos na segurança pública, com saques ao comércio, assassinatos e troca de tiros nas vias publicas, até que na segunda-feira homens do Exército e da Força Nacional de Segurança, assumiram o controle da ordem pública.
Em reunião realizada na noite de terça-feira, na Assembleia Legislativa, mulheres dos policiais disseram que liberariam a saída dos PMs dos batalhões se a reunião que e a reunião que está marcada com o governo para sexta-feira (10) fosse antecipada para esta quarta-feira (8). Na falta de uma resposta positiva, elas informaram que não liberarão a saída até que o governo ceda.
Parte do efetivo já voltou às ruas, diz o governo
A Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Sesp) informou que algumas unidades voltaram ao trabalho na noite desta terça-feira (7).
De acordo com nota divulgada pela Sesp, policiais da Rotam, do 4º Batalhão de Vila Velha, do 9º Batalhão de Cachoeiro de Itapemirim e 13º Batalhão de São Mateus, já voltaram a atuar e o policiamento nesses locais começou a ser restabelecido na noite passada.
PC morto a tiros ao tentar evitar assalto em Colatina
Um investigador da Polícia Civil morreu após ser baleado durante uma troca de tiros nesta terça-feira (7) na BR-259, em Colatina.
Mario Marcelo de Albuquerque atuava da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vitória. Ele estava acompanhado de outro policial civil quando, intervieram num roubo a uma motociclista. Houve troca de tiros com os ladrões e Mario Marcelo foi baleado no abdômen.
Ele foi socorrido e levado para o Hospital São Bernardo, em Colatina, mas não resistiu ao ferimento e morreu na unidade. O colega que estava com ele não se feriu. Os ladrões conseguiram fugir.
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Juiz
08 de fevereiro, 2017 | 10:38Essas mulheres ditas ''esposas'' de policiais estão massacrando a sociedade capixaba em troca dos seus interesses próprios, muito estranho é algumas centenas de senhoras conseguirem barrar milhares de policiais militares fortemente armados dentro dos seus próprios quartéis. Arrumem uma meia dúzia de rolo compressores e limpem as entradas dos quartéis e acabem com essa desculpa, quero ver alguma ''senhorinha'' ficar na frente, essa palhaçada com o povo precisa ter fim, voltem para as ruas e cumpram com vossos juramentos de proteger a sociedade e todo cidadão de bem.
Ass:
Sr. Juiz Federal”