09 de junho, de 2017 | 20:15

Gilmar Mendes vota contra cassação da chapa Dilma-Temer e presidente é absolvido

Com votação empatada em 3 a 3, presidente do Tribunal Superior Eleitoral votou contra a cassação do presidente Michel Temer e define placar em 4 a 3

Coube ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, a decisão sobre o pedido de cassação da chapa Dilma-Temer, vencedora das eleições presidenciais de 2014. Seis ministros votaram, e deram o placa de três contra e três favoráveis à cassação, por abuso de poder econômico. Gilmar Mendes desempatou contra a cassação.
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Presidente do TSE, Gilmar Mendes, decide sobre voto a respeito da chapa Dilma- TemerPresidente do TSE, Gilmar Mendes, decide sobre voto a respeito da chapa Dilma- Temer


Contrariando relator do processo, presidente do TSE diz que 'não se pode substituir um presidente a qualquer hora' e votou com os pares que tinham decidido contra a cassação e grita: 'ninguém me venha dar lição de combate à corrupção'.

Acompanharam o relator, Herman Benjamin, os ministros Luiz Fux e Rosa Weber, que chamou o voto de "histórico". Napoleão Nunes Maia, Admar Gonzaga e Tarcísio Vieira votaram contra a cassação.

Benjamin votou pela cassação da chapa por abuso de poder político e econômico pelo recebimento de propina para financiar parte da campanha. Ele ponderou, no entanto, que os crimes atribuídos à chapa vencedora também foram praticados por outros partidos.



O pedido de cassação foi feito pelo PSDB, pouco depois das eleições de 2014, quando o candidato Aécio Neves perdeu para Dilma Rousseff (PT). O TSE passou a analisar suspeitas de irregularidade nos repasses a gráficas que prestaram serviços à campanha eleitoral de Dilma e Temer. Recentemente, Benjamin decidiu incluir no processo o depoimento dos delatores ligados à empreiteira Odebrecht investigados na Operação Lava Jato. Os delatores relataram que fizeram repasses ilegais para a campanha presidencial.

Em dezembro de 2014, as contas da campanha da então presidenta Dilma Rousseff e de seu vice, Michel Temer, foram aprovadas com ressalvas e por unanimidade no TSE. No entanto, o processo foi reaberto porque o PSDB questionou a aprovação. Segundo entendimento do TSE, a prestação contábil da presidente e do vice-presidente é julgada em conjunto.

Em diálogos noticiados recentemente, Aécio Neves diz ter acionado a chapa no TSE "só para encher o saco do PT". (Yara Aquino e Líria Jade - Repórteres da Agência Brasil
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