14 de maio, de 2018 | 15:42

Embaixada dos EUA em Jerusalém causa protestos

Palestinos entraram em confronto com as forças israelenses na Faixa de Gaza

AFP
Conflito na Faixa de Gaza já é o mais mortal desde a guerra de 2014Conflito na Faixa de Gaza já é o mais mortal desde a guerra de 2014
Vários protestos e confrontos entre grupos palestinos e forças militares insraelenses marcaram as horas que antecederam a abertura da embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém - no dia em que o Estado de Israel comemora 70 anos de sua criação. A autoridade palestina afirma que pelo menos 37 manifestantes morreram e pelo menos 500 ficaram feridos em confrontos nesta segunda-feira (14) e no fim de semana. Manifestantes palestinos se reúnem em diferentes pontos da Faixa de Gaza e Cisjordânia e são repreendidos pelo exército israelense.

A mudança da embaixada reforça a posição do governo Trump, que em dezembro do ano passado, reconheceu Jerusalém como a capital de Israel. Essa postura revoltou o mundo árabe, especialmente os palestinos. Para quase toda a comunidade internacional, e inclusive para as Nações Unidas, a capital israelense é Tel-Aviv. Os palestinos reivindicam a parte oriental de Jerusalém para um futuro estado independente da Palestina.

A delegação norte-americana chegou na tarde de domingo (13) e foi recebida pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que elogiou o presidente Trump.

Não há previsão de uma reunião entre a delegação norte-americana e palestinos durante a viagem. Grupos radicais islâmicos, como o Hamas, prometem manifestações intensas hoje e nos próximos dois dias, na chamada "Grande Marcha de Retorno".

(COm infromações: Agência Brasil)
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