22 de julho, de 2018 | 13:00

Limitação para combater fake news

Para combater disseminação de notícias falsas, Whatsapp limita encaminhamento de mensagens

Reprodução
Envio de mensagens em massa agora passa a ser limitado a 20 grupos Envio de mensagens em massa agora passa a ser limitado a 20 grupos
O aplicativo de mensagens Whatsapp vai passar a ter um limite de destinatários para o encaminhamento de mensagens. Segundo a empresa, de propriedade do Facebook, o objetivo com isso é reduzir a disseminação de notícias falsas, que têm atormentado a vida de muitas pessoas e causado prejuízos. A novidade foi anunciada dia 19 pela empresa por meio de seu blog institucional.

O Whatsapp é a segunda mídia social do planeta, com 1,5 bilhão de usuários. A plataforma perde apenas para o Facebook, com 2,2 bilhões de pessoas inscritas. No Brasil, são mais de 100 milhões de pessoas com o aplicativo.
Até antes da mudança, uma mensagem poderia ser repassada a até 250 chats (conversas, que podem ocorrer com pessoas ou grupos) de uma vez. Com a limitação, o número será de 20 chats quando alguém desejar encaminhar um texto recebido.

Na Índia, a restrição será maior, com o encaminhamento sendo permitido somente cinco chats. Também haverá uma alteração na ferramenta de repasse, retirando a opção de perto das mensagens. O país registrou casos de linchamentos e assassinatos a partir de boatos disseminados pelo Whatsapp, o que colocou o aplicativo em questão e gerou debates em diversos países.

“Nós acreditamos que essas mudanças, que nós vamos continuar avaliando, vão ajudar a manter o Whatsapp no sentido do que ele foi desenvolvido para ser: um aplicativo de mensagens privadas”, afirmou a empresa em seu blog.

Risco social
Especialistas apontam que boatos e informações erradas ou sensacionistas são divulgados com intenções claras de manipulação de pessoas, criação de histeria coletiva, geração de revolta popular ou adesão a alguma ideia, política ou religiosa, por exemplo, gerando risco social.

O app vem sendo apontado por autoridades como um dos canais mais potentes de difusão de notícias falsas. Entre os fatores que abririam espaço para esse tipo de prática estariam a facilidade de repassar as mensagens e a ausência de identificação desse tipo de procedimento, o que favoreceria uma lógica de mensagens sem autoria. Para lidar com o segundo problema, na semana passada o Whatsapp já havia anunciado que as mensagens repassadas passariam a ser identificadas enquanto tal. “Esta indicação extra tornará conversas individuais e em grupo mais fáceis de serem seguidas”, argumentou a empresa em seu blog institucional. (Com Agência Brasil)

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