03 de maio, de 2020 | 20:16
Manifestantes voltam a pedir intervenção militar
Bolsonaro diz que nomeia amanhã novo diretor da PF e presidente disse que Constituição deve ser cumprida a qualquer preço
André Richter - Repórter da Agência BrasilO presidente Jair Bolsonaro disse que deve nomear nessa segunda-feira (4) o novo diretor-geral da Polícia Federal (PF). O anúncio foi feito após o presidente cumprimentar apoiadores em ato em frente ao Palácio do Planalto, na manhã deste domingo (3).
Como das outras vezes alguns militantes carregavam faixas e cartazes pedindo intervenção militar e fechamento do Supremo Tribunal Federal e do Congresso Nacional. Bolsonaro minimizou a ação: "A maioria veio fazer uma manifestação popular, um cara o outro fala besteira. Veja que a maioria são pessoas de bem e estão com suas famílias", ponderou o chefe do Executivo, que estava acompanhado de sua filha, Laura.
Ao fim da transmissão do ato, Bolsonaro que desfilou ao lado de um militante carregando em um mastro bandeiras do Brasil, de Israel e dos Estados Unidos, disse a Constituição deve ser cumprida a qualquer preço” e que ela tem dupla mão”.
O Poder Executivo está unido para tirar o Brasil da onde se encontra. Vocês sabem que povo está conosco. As Forças Armadas, ao lado da lei e da ordem, da democracia e da liberdade, também estão do nosso lado. Deus acima de tudo. Vamos tocar o barco. Peço a Deus que não tenhamos problemas nesta semana porque chegamos no limite, não tem mais conversa".
"Daqui para a frente, não só exigiremos, como faremos cumprir a Constituição. Ela será cumprida a qualquer preço e ela tem dupla mão, não é uma mão de um lado só não. Amanhã, nomeamos o novo diretor da PF, e o Brasil segue seu rumo", afirmou Bolsonaro.
Desde a exoneração de Maurício Valeixo, a corporação está sendo comandada interinamente pelo delegado Disney Rossetti. A saída de Valeixo também provocou a exoneração do ex-ministro da Justiça e da Segurança Pública Sergio Moro.
No sábado (2), o ex-ministro prestou depoimento de mais de oito horas, no inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar suposta tentativa de Bolsonaro de interferir na PF ou crime de denunciação caluniosa por parte de Moro.
Na sexta-feira (24), durante pronunciamento, Bolsonaro negou que tenha pedido para o então ministro interferir em investigações da PF.
Jornalistas expulsos aos murros e chutes
Bolsonaristas agrediram jornalistas neste domingo, na manifestação a favor de Jair Bolsonaro, em frente ao Palácio do Planalto, em Brasília. Os profissionais da imprensa estavam em uma área restrita aos repórteres, mas foram atingidos pelos manifestantes pró-Bolsonaro.
Imagens mostra momento em que apoiadores de Bolsonaro expulsa aos empurrões e chutes equipe de jornalistas em frente ao Palácio do PlanaltoUm repórter fotográfico do Estado de São Paulo foi derrubado duas vezes, foi chutado e levou murros na barriga. Um motorista do jornal, que atuava no apoio à equipe, levou uma rasteira.
Em nota, a Associação Nacional dos Jornalistas (ANJ) condenou os ataques aos profissionais e afirmou que os agressores "atacaram frontalmente a própria liberdade de imprensa".
Enfermeiras
No dia primeiro de maio, enfermeiras que faziam uma manifestação em frente ao Palácio do Planalto, para lembrar o trabalho delas no enfrentamento à pandemia de Covid-19 também foram agredidas por um homem, vestido com camisa verde e amarela. Ele foi identificado como um apoiador do presidente que sempre está nas proximidades do Palácio do Planalto.
Manifestantes presos em São Paulo
No sábado (2) um grupo de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro realizou um protesto em frente ao prédio onde reside o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, em São Paulo.
Em São Paulo, apoiadores do presidente se reuniram e gritaram em frente a residência do ministro do STF, Alexandre de MoraesA Polícia Militar foi acionada e levou três pessoas para a delegacia por calúnia e difamação. Cerca de 15 pessoas se reuniram com bandeiras do Brasil, cartazes e uma caixa de som e gritaram ofensas contra Alexandre de Moraes e palavras de ordem contra o Supremo.
Manifestantes gritavam palavras de ordem como advogado do PCC, eu vim aqui só pra te ver” e aqui não é sanduíche de mortadela, não”. O ministro também foi chamado de bandido”.
O ataque ao ministro se deu porque na quarta-feira (29), Moraes suspendeu a nomeação de Alexandre Ramagem para a diretoria-geral da Polícia Federal. O ministro alegou desvio de finalidade, já que havia indícios de que o presidente usaria o cargo para coletar informações de processos.
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Brasil6
05 de maio, 2020 | 06:02Tantos de um lado como do outro. Qual a atitude de vocês se pudessem, tomariam pra acabar com a vergonha que reina pela grande maioria nos 3 poderes?... Temos que deixar roubar, enganar e deixar criar leis de escravidão ao povo brasileiro?... Eu vejo muito bla bla bla de reclamações na imprensa, mas ninguém trás uma sugestão. Acordem!.... Foquem na cura definitiva... Peçam mudanças na constituição...”
Maria Bueno Gomes
05 de maio, 2020 | 00:08O exército teria que garantir a ordem ? E estas pessoas que vão as ruas pedindo a intervenção militar? Que raios de manifestação é está? Reclamam de Cuba, Venezuela. Querem a volta da ditadura ???Sinceramente? Não entendo.”
Jorge
04 de maio, 2020 | 10:42Não adianta, esse presidente é popular, e tem pulso, é o que precisamos para acabar com a corrupção. O exercito é para dever a constituição, garantir a ordem pública, e a constituição o povo.”
Ricardo Lopes
04 de maio, 2020 | 07:31As forças armadas são do Estado e não do governo brasilero. Esse bolsonaro demonstra em palavras porque foi enxotado do exercito como oficial de baixo escalão. O homem não sabe nem sequer o papel constitucional das FA. Esse homem está querendo implantar no Brasil uma ditatura Chavista à Direita.”
Carla Gomes
04 de maio, 2020 | 07:05A maioria desses jornalistas expulsos ontem da frente do palácio do planalto ajudou a colocar esse homem no poder e a mídia brasileira está pagando pelo ódio que plantou ao longo dos últimos dez anos. E agora essa conta chegou para o povo pagar. Bolsonaro hoje não deve ter nem 30% de apoio da população. Levando-se em conta que uns 20% são analfabetos políticos ou totalmente alienados e omissos em relação ao tema político, temos 50% do eleitorado para resolver essa situação em que nos encontramos. Isso se até 2022 não tiver um golpe de estado e o direito ao voto for sepultado por mais algumas décadas. Gente, se não tem nenhum país do mundo em que regimes voltados à esquerda (socialismo) deu certo, também não há uma só nação que tenha dado certo com militares no poder. Autoritarismo não é civilização. A democracia deve ser o Norte. Se a limpeza tiver que se feita no Congresso, que seja pelo voto, não pelos coturnos e fuzis.”