22 de julho, de 2020 | 06:18

Médica paulista é a primeira brasileira a receber vacina chinesa em teste

Ao receber a injeção, a médica afirmou: "Passamos por meses tão difíceis, então é uma injeção de ânimo poder participar disso e contar para as pessoas no futuro que fiz parte disso"

Divulgação/Governo de SP
Stefania Teixeira Porto, de 27 anos, médica que atua no Hospital das Clínicas, foi a primeira voluntária a receber a vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa SinovacStefania Teixeira Porto, de 27 anos, médica que atua no Hospital das Clínicas, foi a primeira voluntária a receber a vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac

A clínica geral Stefania Teixeira Porto, de 27 anos, foi a primeira brasileira a participar do teste da CoronaVac, vacina chinesa contra a covid-19, desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac e considerada uma das mais promissoras atualmente.

Também caminha no mesmo patamar da pesquisa científica a vacina produzida pela Universidade de Orxford, na Inglaterra, igualmente em fase de teste no Brasil. O país participa das pesquisas porque é um dos lugares do planeta terra onde o coronavírus está em nível elevado de circulação entre a população. Com isso, o Brasil tem um acordo para receber 30 milhões de doses da vacina que for aprovada.

Ao receber a injeção, a médica afirmou: "Passamos por meses tão difíceis, então é uma injeção de ânimo poder participar disso e contar para as pessoas no futuro que fiz parte disso. Estou muito contente".

O ensaio da CoronaVac no Brasil começou pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, onde 890 voluntários serão testados. Os testes serão realizados em 12 centros de seis unidades federativas: Distrito Federal, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná. Ao todo, 9 mil voluntários da saúde e que ainda não tenham contraído o vírus vão participar do ensaio. Daqui a 14 dias, a segunda dose será aplicada e, durante esse período, os voluntários serão acompanhados por uma equipe especializada.

A vacina chamada de CoronaVac já foi administrada com sucesso em cerca de mil pessoas na China nas fases clínicas um e dois. Anteriormente, foi testada em macacos. Agora, o Butantan iniciará o ensaio clínico para verificar eficácia, segurança e o potencial do medicamento para produção de respostas imunes ao coronavírus.

A estimativa é de concluir todo estudo da fase três em até 90 dias. "A gente está vivendo um momento único, histórico e foi o que me fez querer participar desse projeto e fazer parte desse momento", disse Stefania.

Se a vacina for efetiva, o Instituto Butantan vai receber da Sinovac, até o fim do ano, 60 milhões de doses para distribuição.
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