05 de outubro, de 2020 | 06:09
Por causa da covid-19 Nova York planeja lockdown em pontos críticos
Governo da Itália também confirma que definirá na terça-feira (6) novas medidas de controle de nova onda da covid-19
Times Square, em Nova York, vazio em meio à pandemia do novo coronavírus, 6 de abril de 2020 | Foto: Kena Betancur / Getty Images / AFPA escalada dos índices de contaminação com o coronavírus levou o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, a decidir que a cidade prepara uma nova série de medidas para conter a circulação do vírus: vai fechar negócios não essenciais e também escolas em nove bairros identificados como focos do novo coronavírus a partir da próxima quarta-feira (7).
A cidade de Nova York já foi o epicentro da pandemia nos Estados Unidos, mas conseguiu conter os índices de infectação e reabriu as atividades. Nos primeiros dias de outubro, entretanto, os casos dispararam.
O prefeito de Blasio, entretanto, busca a aprovação do governo do estado para o lockdown. Como justificativa, informa que a medida atingirá nove regiões onde as taxas de testes positivos para o novo coronavírus aumentaram, possivelmente como resultado de falha no distanciamento social e no uso de máscaras faciais. Ele acrescentou que bairros em mais 11 áreas da cidade estão em uma "lista de observação" por causa de suas crescentes taxas.
Nova York é um dos 18 estados onde os casos não aumentaram nas duas últimas semanas. Nove estados relataram aumentos recordes em casos de covid-19 nos últimos sete dias, principalmente no meio-oeste e no oeste, onde o clima leva a atividades em ambientes fechados.
Se o governador de Nova York, Andrew Cuomo, aprovar a paralisação, áreas do Brooklyn e do Queens seriam obrigadas a fechar todos os estabelecimentos não essenciais, restaurantes e escolas públicas e privadas. Cerca de 100 escolas públicas e 200 escolas privadas seriam fechadas por um período entre duas e quatro semanas, caso a aprovação do estado seja obtida, disse o prefeito.
Na segunda quinzena de setembro passado, também na Europa e no Oriente Médio houve retomada do crescimento dos índices de covid-19, o que levou governos de vários países a retomar as medidas mais drásticas de controle da doença. Israel decretou lockdown por 15 dias, em uma medida que termina essa semana.
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Itália define terça-feira (6) novas medidas de controle
O governo italiano também aninciou que definirá, na terça-feira(6) novas restrições para conter o número crescente de casos do novo coronavírus, disse o ministro da Saúde, Roberto Speranza.
"A batalha ainda não acabou. Não temos os números vistos em outros países europeus, mas estamos em uma fase de crescimento significativo e espero que o país encontre espírito de unidade", disse Speranza à emissora estatal RAI.
As medidas em análise incluem tornar obrigatório o uso de máscaras ao ar livre em todo o país e retomar restrições às reuniões sociais. A Itália registrou 2.844 novos casos no sábado (3), o maior número desde o fim de abril, quando o país estava sob lockdown.
As autoridades estão alarmadas com os surtos no Sul, na região da Campânia, principalmente Nápoles, onde são notificadas mais de 400 novas infecções por dia pela primeira vez.
Para ajudar a manter o controle e garantir que as regras de distanciamento social sejam respeitadas, o Ministério do Interior disse que soldados podem ser enviados, bem como a polícia, a alguns pontos críticos.
A Itália foi o primeiro país da Europa a ser atingido pela covid-19 e tem o sexto maior número de mortes no mundo, com quase 36 mil vítimas desde o início do surto em fevereiro. Até sábado, haviam sido registrados 322.751 casos.
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Carla Gomes
05 de outubro, 2020 | 06:31essa peste desse vírus não vai acabar nunca... mas as pessoas estão achando que podem ficar por aí, de boas. acordem bando de trouxas... se tiver que ir para a rua, que vá com máscara, nunca toque na boca ou olhos, use máscara e lave as mãos sempre que pegar em dinheiro, maçanetas, etc, etc...”