18 de julho, de 2022 | 15:47

Polícia investiga a morte de homem responsável por câmera que filmou assassinato de petista

Reprodução de vídeo
Claudinei era vigilante do clube e tinha acesso às senhas para acesso às imagens internas do circuito de vídeo do clube onde Marcelo Arruda foi assassinado pelo policial penal Jorge GuaranhoClaudinei era vigilante do clube e tinha acesso às senhas para acesso às imagens internas do circuito de vídeo do clube onde Marcelo Arruda foi assassinado pelo policial penal Jorge Guaranho

A Polícia Civil do Paraná investiga a morte de Claudinei Coco Esquarcini, responsável por operar o equipamento de vigilância do clube onde o guarda municipal Marcelo Arruda foi atingido por tiros disparados pelo policial penal Jorge Guaranho. A investigação trabalha com a possibilidade de suicídio.

Claudinei era vigilante do clube. Consta em boletim de ocorrência que ele teria se jogado de um viaduto em Medianeira (PR) na tarde de domingo (17). A informação foi divulgada pelo site Poder360.

A defesa da família de Marcelo Arruda pediu à Vara Criminal de Foz do Iguaçu nesta segunda-feira (18) mais diligências para apurar o caso.

Segundo depoimentos à polícia, Claudinei também era o responsável por passar a senha de acesso das imagens das câmeras da Aresf (Associação Recreativa Esportiva Segurança Física de Itaipu).

Na petição enviada à Justiça, os advogados pedem que seja determinada busca e apreensão do celular de Claudinei, e a quebra dos sigilos telefônico e telemático.

“Tais diligências permitirão saber se tais imagens estavam, disponíveis aos diretores da ARESF, se foram compartilhadas, mensagens trocadas, instigações ou não havidas, tudo dando conta da busca da motivação do criminoso. Quem são os diretores? De que forma atuaram ou não? Partícipes ou não no fato criminoso? Quem disponibilizou as imagens? Quem tinha as senhas?”.

A Polícia Civil do Paraná indiciou o policial penal Jorge José da Rocha Guaranho por homicídio duplamente qualificado pela morte do guarda municipal Marcelo Arruda, por motivo torpe e por causar perigo a outras pessoas que estavam no local. A corporação descartou motivação política no caso, conforme já noticiado.

Circuito interno de vídeo

Reprodução de vídeo
Vigilante estava sob tratamento psicológico desde a data do crimeVigilante estava sob tratamento psicológico desde a data do crime

O segurança Claudiney estaria em acompanhamento psicológico e sentindo-se pressionado após a repercussão do crime. Claudinei seria o “responsável pelo fornecimento de senhas” das câmeras de segurança na Aresf, o clube onde Arruda foi morto. O policial penal federal Jorge José Guaranho, assassino de Marcelo Arruda, viu imagens do aniversário da vítima antes de ir ao clube para matar o petista.

De acordo com investigações o policial estava em um churrasco, quando viu as imagens das câmeras de segurança do clube onde era realizada a festa, com tema do PT.

Um dos participantes do churrasco tinha acesso aos registros das câmeras pelo seu celular, e tinha o hábito de conferir as imagens para zelar pela segurança do clube, segundo a delegada chefe da Divisão de homicídios, Camila Cecconello.

Ao abrir os registros no celular, pessoas que estavam ao redor viram as imagens, inclusive, o policial penal Jorge Guaranho. De acordo com depoimentos, o policial penal tinha ingerido bebida alcoólica no churrasco.

“Relatos falam que ele estava bem alterado”, declarou a delegada. O laudo sobre a dosagem de álcool que ele teria ingerido ainda não foi concluído.
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