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O requerimento tem a assinatura de mais de 150 deputados e contou com o apoio eletrônico de mais de 1 milhão de brasileiros
A oposição ao governo Lula protocolou, nesta segunda-feira (9), no Senado Federal, o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O requerimento tem a assinatura de mais de 150 deputados e contou com o apoio eletrônico de mais de 1 milhão de brasileiros.
O pedido foi entregue pessoalmente no gabinete da presidência da Casa nas mãos do chefe do Poder Legislativo, o mineiro Rodrigo Pacheco (PSD). A decisão de abrir um processo de impeachment contra ministros do STF depende do aval do presidente do Senado.
No 7 de Setembro, sábado, bolsonaristas foram para a avenida Paulista, em São Paulo, para pedir a saída do ministro. O ato havia sido convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Cartazes com “Fora Alexandre de Moraes” e “Abaixo a Ditadura” eram maioria entre os apoiadores, que protestam contra a inelegibilidade do ex-chefe do Executivo e contra a decisão que suspendeu a rede social X no Brasil.
Pacheco já sinalizou que não fará nenhum movimento no sentido de dar prosseguimento a um processo de impeachment contra ministro do STF. Nos atos de sábado, o congressista foi um dos alvos dos manifestantes que estavam na Paulista. Atualmente, não há prazo para os chefes das Casas Legislativas decidirem sobre um pedido que chega ao Congresso Nacional.
Historicamente, o Senado nunca avançou com um pedido de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal. Nos bastidores da política, em Brasília, afirma-se que não há clima político para mover a cassação do ministro Alexandre de Moraes.
Congressistas atuam em múltiplas frentes contra o STF
Parlamentares da oposição também anunciaram que, após protocolar o pedido de impeachment, entrarão em obstrução de modo a barrar votações de demais projetos. Isso já é assunto consolidado na Câmara, pelo menos.
“Iremos fazer obstrução na Câmara dos Deputados. E vamos lutar pela anistia aos perseguidos políticos e para que a censura não seja aplicada no Brasil”, disse a líder da minoria na Casa, deputada Bia Kicis (PL-DF).
Também na Câmara, na Comissão Constituição e Justiça, a presidente Caroline de Toni (PL-SC) pautou um projeto de lei que visa anistiar os presos em razão do envolvimento nos ataques golpistas do 8 de Janeiro.
Essa é a principal bandeira movida pela oposição neste momento. Na manifestação bolsonaristas neste último 7 de Setembro, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, chamou Moraes de “psicopata”.