06 de janeiro, de 2026 | 10:44

Consulado confirma que passaporte de Eliza Samudio foi encontrado em Portugal

Reprodução / Instagram @sonia_elizasamudio
Eliza Samudio foi assassinada no Brasil em 2010, três anos após a data registrada no passaporteEliza Samudio foi assassinada no Brasil em 2010, três anos após a data registrada no passaporte

Um passaporte antigo em nome de Eliza Samudio foi localizado em Portugal e entregue às autoridades brasileiras, segundo o Consulado-Geral do Brasil no país europeu. A informação foi confirmada por Sônia Moura, mãe de Eliza.

O documento foi encontrado no fim de 2025 em um apartamento alugado em Lisboa, em meio a livros deixados em uma área compartilhada, conforme divulgado pelo portal Leo Dias. O homem que localizou o passaporte, identificado apenas como José, levou o material ao consulado brasileiro na capital portuguesa.

De acordo com o consulado, o passaporte foi recebido na sexta-feira (2) e a localização comunicada imediatamente ao Ministério das Relações Exteriores, em Brasília. Em nota, o Consulado-Geral do Brasil em Portugal informou que aguarda orientações do Itamaraty sobre os próximos procedimentos. O órgão ainda não se manifestou publicamente.

Segundo informações divulgadas inicialmente pelo portal Leo Dias, trata-se de um passaporte autêntico, sem registro de emissão de segunda via. O documento tem um carimbo de entrada em Portugal em 2007, sem registro de saída do país europeu.

Eliza Samudio foi assassinada no Brasil em 2010, três anos após a data registrada no passaporte. Não há informação oficial sobre como ela retornou ao país. Uma das hipóteses levantadas é a de que o documento tenha sido perdido e que ela tenha solicitado uma autorização especial para voltar ao Brasil.

Sônia Moura afirmou que foi informada sobre a localização do passaporte da filha, mas disse que só vai se manifestar após uma análise mais detalhada do documento, com apoio jurídico.

Ao jornal O Globo, José relatou que mora no apartamento com a esposa, a filha e outros inquilinos. Ele afirmou que encontrou o passaporte ao manusear livros deixados em uma sala de uso comum, visível sobre um deles. Segundo ele, o material estava intacto, sem indícios de como teria ido parar no local, o que motivou a entrega ao consulado após reconhecer o nome ligado ao caso.

A localização do passaporte ocorre cerca de 16 anos após o assassinato de Eliza Samudio. Ela desapareceu em 2010, aos 25 anos, após acionar a Justiça para que o ex-goleiro Bruno Fernandes, então jogador do Flamengo, reconhecesse a paternidade de seu filho.

As investigações apontaram que Eliza foi mantida em cárcere privado em um sítio ligado a Bruno, em um município da Região Metropolitana de Belo Horizonte, antes de ser assassinada. O corpo não foi localizado.

Bruno foi condenado por homicídio, sequestro, cárcere privado e ocultação de cadáver, com pena superior a 20 anos de prisão. Ele deixou o regime fechado em 2018, passou ao semiaberto e está em liberdade condicional desde janeiro de 2023. Outras pessoas também foram condenadas.

Até o momento, não há indicação de que a localização do passaporte altere o entendimento jurídico do caso, que já transitou em julgado.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

Comentários

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

Envie seu Comentário