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26 de janeiro, de 2026 | 14:09

Réu acusado de matar e ocultar cadáver de homem no Bethânia, em Ipatinga, vai a julgamento

Reprodução
Corpo de Gustavo Felipe Silva Faustino, então com 28 anos, foi encontrado dentre desse Chevrolet Corsa, no Residencial BethâniaCorpo de Gustavo Felipe Silva Faustino, então com 28 anos, foi encontrado dentre desse Chevrolet Corsa, no Residencial Bethânia

Está agendado para as 9h do dia 3 de fevereiro próximo, no Tribunal do Júri da Comarca de Ipatinga, o julgamento de Weverton Lopes dos Santos, que tinha 36 anos à época dos fatos. Ele foi denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) pela prática de homicídio qualificado consumado contra Gustavo Felipe Silva Faustino, então com 28 anos. O crime, conforme noticiado pelo jornal Diário do Aço na época, foi cometido em dezembro de 2024. A sessão ocorrerá no plenário da Câmara Municipal de Ipatinga.

O MPMG será representado no julgamento pelo promotor de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro. Conforme a denúncia, o crime ocorreu em 13 de dezembro de 2024, por volta das 6h13, na rua Atenas, no bairro Bethânia, em Ipatinga.

A investigação apontou que o acusado, movido por motivo torpe, surpreendeu a vítima e, mediante emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa, desferiu diversos golpes com um instrumento contundente, uma marreta, na região da cabeça de Gustavo, provocando a morte ainda no local.

Ocultação de cadáver

Após o homicídio, Weverton teria ocultado o corpo, colocando-o no porta-malas de um automóvel. O veículo foi abandonado em local ermo no bairro Residencial Bethânia, em Santana do Paraíso, com o objetivo de assegurar a impunidade.
Reprodução
 Gustavo Felipe Silva Faustino foi assassinado no bairro Bethânia, em Ipatinga, e seu corpo levado no porta malas de um Corsa e abandonado no Residencial Bethânia Gustavo Felipe Silva Faustino foi assassinado no bairro Bethânia, em Ipatinga, e seu corpo levado no porta malas de um Corsa e abandonado no Residencial Bethânia

O carro foi localizado posteriormente pela Polícia Militar, que encontrou o corpo da vítima em seu interior. Em diligências seguintes, os policiais identificaram vestígios de sangue na residência do acusado.

Weverton foi localizado e preso em flagrante enquanto seguia como passageiro em um veículo de aplicativo. No momento da abordagem, ele confessou a prática do crime aos policiais. A motivação, entretanto, não foi explicada por ele, na época.

Diante dos fatos, o Ministério Público denunciou Weverton Lopes dos Santos, em concurso material de crimes, por homicídio qualificado - classificado como hediondo -, ocultação de cadáver e fraude processual. A análise das qualificadoras e das circunstâncias agravantes caberá ao Conselho de Sentença, conforme a decisão de pronúncia.

Acusado confesso permanece preso

Weverton Lopes dos Santos está preso desde 14 de dezembro de 2024 e permanece custodiado. Em caso de condenação pelo Tribunal do Júri, a pena pode variar aproximadamente entre 14 e 37 anos de reclusão.

Segundo o promotor de Justiça Jonas Monteiro, a submissão do réu a julgamento pelo Tribunal do Júri representa o cumprimento do dever constitucional do Ministério Público de defender a vida e zelar pela ordem jurídica, assegurando que crimes de extrema gravidade sejam apreciados pela sociedade, por meio de seus representantes legais.
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