03 de fevereiro, de 2026 | 19:08
Réu é sentenciado a mais de 30 anos por matar homem a marretadas no Bethânia e esconder o corpo
Wellington Fred
Julgamento foi encerrado no fim da tarde desta terça-feira e resultou na condenação do réu
Julgamento foi encerrado no fim da tarde desta terça-feira e resultou na condenação do réu Foi encerrado no fim da tarde desta terça-feira (3), no Tribunal do Júri da Comarca de Ipatinga, o julgamento de Weverton Lopes dos Santos, de 37 anos, pela prática de homicídio qualificado consumado contra Gustavo Felipe Silva Faustino, de 28 anos. O crime, conforme noticiado pelo jornal Diário do Aço na época, foi cometido em dezembro de 2024. O réu, que tinha confessado o crime, foi considerado culpado e sentenciado a 33 anos e 4 meses de prisão em regime fechado.
O MPMG foi representado no julgamento pelo promotor de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro. Conforme a denúncia, o crime ocorreu em 13 de dezembro de 2024, por volta das 6h13, na rua Atenas, no bairro Bethânia, em Ipatinga.
A investigação apontou que o acusado, movido por motivo torpe, surpreendeu a vítima e, mediante emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa, desferiu diversos golpes com um instrumento contundente, uma marreta, na região da cabeça de Gustavo, provocando a morte ainda no local.
Um relacionamento que terminou de forma trágica
Conforme apurado pela reportagem do Diário do Aço, o réu e a vítima tinham um relacionamento pessoal e um frequentava a casa do outro. No entanto, eles se desentenderam por causa de drogas e bens materiais.Havia uma dívida entre eles e a cobrança dessa dívida resultou na execução. No depoimento em juízo, réu Weverton Lopes afirmou que vítima Gustavo Felipe devia valores para ele, decorrentes da transação de drogas e que se sentia ameaçado pelo devedor. O desacerto entre os dois terminou de forma trágica, com a decisão de Weverton em acabar com a vida de Gustavo Felipe.
Ocultação de cadáver, prisão e confissão
Após o homicídio, Weverton ocultou o corpo, colocando-o no porta-malas de um automóvel. O veículo foi abandonado em local ermo no bairro Residencial Bethânia, em Santana do Paraíso, com o objetivo de assegurar a impunidade.Reprodução
Corpo de Gustavo Felipe Silva Faustino, então com 28 anos, foi encontrado dentro deste Chevrolet Corsa, no Residencial Bethânia
Corpo de Gustavo Felipe Silva Faustino, então com 28 anos, foi encontrado dentro deste Chevrolet Corsa, no Residencial BethâniaO carro foi localizado posteriormente pela Polícia Militar, que encontrou o corpo da vítima em seu interior. Em diligências seguintes, os policiais identificaram vestígios de sangue na residência do acusado.
Weverton foi localizado e preso em flagrante enquanto seguia como passageiro em um veículo de aplicativo. No momento da abordagem, ele confessou a prática do crime aos policiais.
Diante dos fatos, o Ministério Público denunciou Weverton Lopes dos Santos, em concurso material de crimes, por homicídio qualificado - classificado como hediondo -, ocultação de cadáver e fraude processual. Na análise das qualificadoras e das circunstâncias agravantes o Conselho de Sentença acatou as alegações do representante do MPMG.
Acusado confesso volta para a prisão
Ao fim do julgamento nesta terça-feira, Weverton Lopes dos Santos voltou ao sistema prisional. Ele está preso desde 14/12/2024 e permanecerá preso, mesmo se decidir recorrer da sentença desta terça-feira.
Gustavo Felipe Silva Faustino foi assassinado no bairro Bethânia, em Ipatinga, e seu corpo levado no porta malas de um Corsa e abandonado no Residencial Bethânia
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